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Jornal Diário de Suzano - 16/07/2026
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Coluna

Um sentimento que vê

16 julho 2026 - 05h00

Podemos aprender a amar. Ninguém nasce sabendo amar. O amor humano, em geral, é egoísta. Queremos ser amados, mas nem sempre amamos como deveríamos amar. Gostamos de receber amor, mas temos resistência a dar amor. Para amar de verdade precisamos, primeiramente, reconhecer que somos amados por Deus. Isso começa quanto experimentamos o amor e o perdão de Deus através da morte de Jesus na cruz, que nos deu acesso à uma nova vida. A partir daí podemos amar porque Cristo nos amou primeiro. (I João 4:19) Somos capacitados a amar a Deus e o nosso próximo. 
As nossas ações vão mostrar amor genuíno, sem qualquer outro interesse. O amor em si deve ser sempre a nossa maior motivação. O mundo precisa de amor. O amor é um sentimento que se manifesta em ações que o outro pode sentir. Sabemos quando alguém verdadeiramente nos ama ou não. O amor é um sentimento que se vê! O amor é bondoso; o amor não é egoísta; o amor não é obsessivo nem ciumento. O amor visa sempre ao bem do outro!
Antes de sua morte na cruz, Jesus falou sobre a chegada de um tempo em que o amor esfriaria, conforme está registrado em Mateus 24:12. “Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”. O aumento da perversidade e o esfriamento do amor são alguns dos sinais do fim dos tempos, que precederão a volta de Cristo. Ninguém tem dúvida de que a perversidade está aumentando a cada dia, em todos os níveis, pelo mundo afora. Vivemos, de fato, em uma sociedade civilizada? Não podemos esquecer, no entanto, que o amor de Deus já foi derramado em nosso coração, por meio do Espírito Santo, que Ele nos deu. (Romanos 5:5) Quem recebe Jesus como Salvador recebe o Espírito Santo; consequentemente, recebe o amor. Jesus nos ensinou a amar. Ele nos amou primeiro e de forma prática. O amor Dele é tão grande que chega a nos constranger, porque, na realidade, não somos merecedores de tão maravilhoso amor! O amor de Jesus foi de renúncia e entrega – um amor incondicional! Não existe amor sem entrega.
O amor faz com que nos despojemos do egoísmo, do individualismo, da falta de empatia, agindo em prol do próximo. Jesus sintetizou toda a Lei de Moisés e o que ensinaram os profetas em dois mandamentos: “Amar a Deus com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente; amar o próximo como a si mesmo”. (Mateus 22:36-40) Esses mandamentos estão interligados, pois não há como amar a Deus sem amar o próximo. Em Cristo, como vimos, o nosso coração já foi provido de amor. Mas precisamos crescer em amor. Amar cada vez mais e melhor. E isso é um desafio diário! O amor humano, em geral, é limitado, movido por algum interesse e pela necessidade de reciprocidade. Mas Jesus veio nos ensinar a amar de uma forma elevada. O  amor de Jesus foi manifestado por atos, atitudes de um amor verdadeiro e puro. O apóstolo Paulo em I Coríntios 13 fala sobre os princípios elevados do amor. Podemos falar as línguas dos homens e dos anjos, conhecer todos os mistérios e toda a ciência, ter uma fé que transporte montes, distribuir o que temos para os pobres... Se a motivação para tudo isso não for amor genuíno, de nada adiantará. Tudo o que temos e sabemos vai desaparecer, só o amor permanecerá para sempre. Trilhar o caminho do amor não é fácil; todavia, é o caminho mais relevante de nossa existência. (Sueli Barão Rocha de Souza, evangélica, professora, escreve às quintas-feiras.)