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Editorial

Hospital de Campanha

07 abril 2020 - 23h59 Por Gabriely Machado
Hospital de Campanha
Os hospitais de campanha, que estão sendo construídos em municípios do País para receber pacientes com coronavírus, já foram objeto de pauta nos editoriais do DS. O jornal volta à tona sobre o assunto por entender a importância da construção dessas unidades improvisadas neste momento de pandemia do vírus.
Na edição de ontem, o DS trouxe informação mostrando que as Secretarias Municipais de Saúde e de Planejamento Urbano e Habitação iniciaram neste fim de semana a instalação do Hospital de Campanha/Quarentena nas dependências da Arena Suzano, para tratamento de pacientes diagnosticados com o novo coronavírus (Covid-19). Inicialmente, haverá 80 leitos de observação para atendimento de baixa e média complexidades. O serviço, que também tem apoio da Câmara de Suzano, será voltado a pessoas encaminhadas pelas unidades da rede municipal de Saúde.
Um trabalho de extrema importância e também de prevenção. Ou seja, será uma unidade que vai aguardar a possibilidade de novos casos surgirem. Um trabalho importante para garantir o plano de ação e contingência da Prefeitura de Suzano que, ao lado de outras cidades do Alto Tietê, segue buscando formas de impedir o avanço da doença.
Na reportagem, publicada ontem, o secretário de Planejamento Urbano e Habitação, Elvis Vieira, disse que a Arena Suzano foi escolhida porque já possui estrutura mínima para a viabilidade de um hospital provisório, como vestiários, banheiros e salas de apoio. 
Isso acaba gerando uma grande economia no custo da instalação. O valor de investimento para o aluguel da estrutura física (piso e divisórias) é de R$ 510 mil para o período de 90 dias.
Só para se ter uma ideia, inicialmente, serão 80 leitos disponíveis, 70 voltados para casos de baixa complexidade, com estrutura de enfermaria, e dez para pacientes de média complexidade, com oxigênio e cateter. Haverá a presença de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e equipe administrativa. O espaço também terá “área de descanso”, com alas feminina e masculina, para os profissionais repousarem em caso de necessidade.
A iniciativa é importante para prevenção do surgimento de novos casos.
Neste momento está sendo instalada a estrutura física, como o piso e as divisórias, e os postos de enfermagem. Já a segunda etapa prevê a montagem do mobiliário e a chegada dos equipamentos. Em paralelo, ocorre a organização de um fluxograma dos profissionais de saúde que irão atuar neste novo serviço, que pode aumentar de acordo com a demanda na crise.