O período de quarentena exige que os brasileiros fiquem em casa. Para isto, é preciso criar alternativas para passar o tempo, estudar ou trabalhar.
A internet é, sem dúvida, uma “válvula de escape”. O problema é que nem todos têm acesso.
Na semana passada, a Agência Brasil divulgou reportagem mostrando que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC) 2018, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet. Em números totais, isso representa cerca de 46 milhões de brasileiros que não acessam a rede.
Os dados, que se referem aos três últimos meses de 2018, mostram ainda que o percentual de brasileiros com acesso à internet aumentou no País de 2017 para 2018, passando de 69,8% para 74,7%, mas que 25,3% ainda estão sem acesso. Em áreas rurais, o índice de pessoas sem acesso é ainda maior que nas cidades, chega a 53,5%. Em áreas urbanas é 20,6%.
Quase a metade das pessoas que não têm acesso à rede (41,6%) diz que o motivo para não acessar é não saber usar. Uma a cada três (34,6%) diz não ter interesse. Para 11,8% delas, o serviço de acesso à internet é caro e para 5,7%, o equipamento necessário para acessar a internet, como celular, laptop e tablet, é caro.
Os números são passivos de análise, uma vez que a maioria dos serviços, até mesmo essenciais, durante este período de quarentena estão sendo utilizados também por meio da internet.
Só para se ter uma ideia, para 4,5% das pessoas em todo o País que não acessam a internet, o serviço não está disponível nos locais que frequentam. Ou seja, mesmo que queiram, não conseguem contratar um pacote de internet.
Esse percentual é mais elevado na Região Norte, onde 13,8% daqueles que não acessam a internet não têm acesso ao serviço nos locais que frequentam. Na região Sudeste, esse percentual é 1,9%.
É importante que os governos criem formas de garantir este acesso. São fundamentais no momento como hoje para toda as áreas, principalmente, na educação em que escolas estão fechadas.
Por outro lado, além do entretenimento, os serviços essenciais dos governos também estão na internet. Quem não tem fica praticamente sem o serviço.