A nova decisão tomada pelo governo do Estado ontem, sobre a prorrogação da quarentena até o dia 31 de maio, era um pouco previsível. O governador João Doria (PSDB) vinha alertando sobre a queda dos índices de isolamento social no Estado, que, em determinados dias, chegou a menos de 50%.
O respeito ao “ficar em casa” daria o tom da decisão. O problema é que uma boa parte da população, pelos números divulgados pelo Estado, não estava respeitando a determinação.
Ontem, o Estado decidiu: a quarentena terá prazo prorrogado até o dia 31 de maio. Ou seja, o governo desistiu de flexibilizar a medida.
Na opinião do governador do Estado, o "cenário é desolador”.
Segundo ele, a quarentena está salvando vidas em São Paulo.
Ele disse que nenhum governante tem prazer em dar más notícias, mas não se trata de ter ou não este sentimento, trata-se de proteger vidas no momento mais crítico desse País.
É uma medida necessária, na visão do governo estadual. Assim, as cidades do Alto Tietê terão de seguir a determinação.
Vários País não conseguiram relaxar as medidas de isolamento social em meio a uma curva crescente. Autorizar o relaxamento, na opinião do Estado, agora seria colocar em risco vidas e o sistema de saúde.
Só para lembrar, a quarentena foi implementada em todo o Estado de São Paulo no dia 24 de março. A medida permite somente o funcionamento dos serviços considerados essenciais e continua valendo para os 645 municípios paulistas.
Doria já havia prorrogado a quarentena por duas vezes, o que gerou pressão de alguns setores da economia e de prefeitos, que pediam regras mais flexíveis. Diante deste cenário, Doria anunciou no dia 22 de abril que faria uma flexibilização das regras, o chamado Plano São Paulo. Na época do anúncio, o governo afirmou que a flexibilização levaria em conta três fatores: taxa de crescimento do número de pessoas infectadas, capacidade do sistema de saúde de oferecer leitos de internação e número de pessoas testadas para a doença.
São Paulo vem enfrentando baixas taxas de isolamento social, abaixo dos 50%. A meta do governo é 60% e o número ideal é 70%, a fim de evitar um colapso do sistema de saúde. O momento agora é de seguir as determinações das autoridades baseadas em estudos científicos, da medicina, com objetivo de tentar reduzir, ao máximo, o número de contaminados e de mortes pelo Covid-19, principalmente.