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Editorial

Proteção da vegetação

15 agosto 2020 - 23h59 Por Gabriely Machado
Proteção da vegetação
Do ponto de vista dos especialistas em meio ambiente, a vegetação nativa desempenha os importantes papéis ecológicos de proteger e manter os recursos hídricos, de conservar a diversidade de espécies de plantas e animais, e de controlar a erosão do solo e os consequentes assoreamento e poluição dos cursos d'água.
Na semana passada, o DS trouxe informação mostrando que o novo Inventário Florestal divulgado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (Sima) do Estado de São Paulo, aponta que Suzano aumentou em 10,3% a cobertura de vegetação nativa, se comparado com o estudo publicado em 2010. De acordo com os dados, em 2010 o município tinha 20,3% de seu território coberto por vegetação nativa. Em 2020, esse número passou para 30,6%.
As florestas têm sido ameaçadas em todo o mundo, pela degradação incontrolada. Isto acontece por terem seu uso desviado para necessidades crescentes do próprio homem e pela falta de um gerenciamento ambiental adequado. As florestas são o ecossistema mais rico em espécies animais e vegetais. A sua destruição causa erosão dos solos, degradação das áreas de bacias hidrográficas, perdas na vida animal, quando o seu o hábitat é destruído, os animais morrem e há perda de biodiversidade.
Na reportagem publicada pelo DS sobre vegetação nativa, além de Suzano, as outras nove cidades que compõem a região também aumentaram a porcentagem de área coberta por vegetação. Em Mogi das Cruzes, o crescimento foi de 5,3% (de 34,1% para 39,4%). A cidade de Biritiba Mirim aparece na terceira posição, com um aumento de 4,9% (de 51% para 55,9%), seguida Ferraz de Vasconcelos com 4% (de 17,7% para 21,7%), Guararema (de 25,8% para 27,9%) e Salesópolis (de 43,5% para 45,6%), ambas com crescimento de 2,1%.
No município de Arujá, o crescimento foi de 1,6% (de 40% para 41,6). Em Itaquaquecetuba e Poá, o aumento na área de vegetação nativa foi de 0,2%. Em Itaquá, de 12,6% para 12,8% e em Poá, de 9% para 9,2%. Apenas Santa Isabel registrou uma redução na área de vegetação, que passou de 37,9% para 37,4%, ou seja, 0,5% a menos.
A elaboração do estudo contou com participação de uma empresa especializada que atuou sob responsabilidade científica do Instituto Florestal. O documento foi viabilizado com recursos oriundos da Câmara de Compensação Ambiental e contou também com a colaboração de todos os órgãos do Sistema Ambiental Paulista.
O desmatamento condena as populações que dependem da floresta para a sua subsistência. Por isso é importante a preservação.