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Editorial

Sem emprego no País

22 agosto 2020 - 23h59 Por Gabriely Machado
Sem emprego no País
A geração de empregos tem sido um dos grandes desafios das administrações públicas municipais, estaduais e federal.
Em meio à pandemia da Covid-19, muitos empregos foram fechados. O saldo tem sido negativo com menos empregos e mais pessoas em busca de oportunidade de trabalho.
Na semana passada, reportagem da Agência Brasil mostrou que a taxa de desocupação cresceu de 12,4% para 13,1%, atingindo 12,3 milhões de pessoas em julho. 
Uma preocupação por conta do momento atual de dificuldades em todos os níveis de administração do poder público.
Só para se ter uma ideia, no mês de julho, mais 438 mil pessoas ficaram sem emprego, se comparado a junho. A população ocupada caiu para 81,5 milhões de trabalhadores. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Mensal (Pnad Covid19) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, dos 9,7 milhões que estavam afastados do trabalho, 6,8 milhões informaram que o motivo era o distanciamento social provocado pela pandemia da Covid-19, o que representa recuo de 42,6% na comparação com o contingente de pessoas afastadas em junho. 
A pesquisa apurou ainda que entre os que não estavam afastados do trabalho, 8,4 milhões trabalhavam de forma remota, que representam 11,7% da população ocupada que não estava afastada.
Não há dúvida de que desenvolver o mercado de trabalho deve ser um dos mais importantes desafios da economia brasileira, quando as condições apresentadas para o crescimento serão bem melhores do que as encontradas no 2019 que se encerra. O crescimento econômico sem geração de empregos é efêmero, desalinha a sociedade e gera o fenômeno de incluídos e excluídos.
O trabalho é definido como um dos cinco fatores de produção, afirmam especialistas. A terra, o capital, a organização empresarial e a técnica, ou conhecimento, são os demais fatores que, combinados, produzem riqueza na forma de bens necessários para a sobrevivência, o desenvolvimento e o bem-estar da sociedade.
Portanto, é preciso perseguir nesse projeto de tentativa de reforçar as políticas públicas de geração de emprego e oportunidades.
Ainda de acordo com a Pnad Covid19 Mensal, 30,2 milhões de domicílios brasileiros, 44,1% do total, tiveram acesso a algum tipo de auxílio emergencial relacionado à pandemia, em julho. Conforme o IBGE, mais 813 mil lares foram beneficiados ante o mês anterior, quando ficou em 43%.
O auxílio, sem dúvida, contribuiu, mas é preciso buscar reforço nas alternativas de geração de empregos.