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Editorial

O desafio de gerar emprego

02 outubro 2020 - 05h00 Por Gabriely Machado
O desafio de gerar emprego
Gerar emprego sempre foi um grande desafio para as administrações públicas - sejam elas federal, estaduais e municipais. Atualmente, o Ministério da Economia faz essa medição, do número de postos abertos e fechados ao longo de um determinado período.
Na edição de ontem, o DS trouxe reportagem mostrando que Alto Tietê gerou 2.275 vagas de emprego em agosto, segundo levantamento divulgado ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O número é resultado da diferença entre admissões e demissões registradas no mês. Na região foram 9.319 pessoas contratadas e 7.044 demitidas.
Comparado aos números de julho, a região gerou 30,7% de vagas a mais. O saldo foi de 1.346 no mês retrasado, quando foram contratados 7.129 pessoas e 5.783 demitidos.
No acumulado de 2020, ou seja, de janeiro até agosto, o Alto Tietê está com saldo negativo de 8.162 vagas fechadas. Até o momento 64.920 pessoas foram contratadas e outras 73.082 demitidas.
Em Suzano o saldo ficou em 91 vagas de emprego geradas. O município encerrou o mês com 1.861 contratações e 1.770 demissões.
No acumulado do ano a cidade tem saldo negativo de 1.138 vagas fechadas. Foram 13.036 contratados e 14.174 demitidos.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Esatística (IBGE), o Brasil tem 12,7 milhões de pessoas desocupadas, um contingente maior que a população da cidade de São Paulo e de países como Bolívia, Bélgica ou Cuba. Levantamento feito pela Agência Brasil a partir de dados do IBGE (desde o 2º trimestre de 2012) mostra que, em seis anos, a evolução do saldo de pessoas empregadas, com 14 anos ou mais, teve crescimento de 1,88%.
Ampliar políticas de capacitação profissional e de geração de emprego são desafios para países com programas avançados de transferência de renda como o Brasil. 
Os dados para tentar melhorar os indicativos de emprego sempre foi uma tarefa complicada. Com a pandemia, a situação ficou mais complicada.
Nos dados do Alto Tietê, entre as demais cidades da região, Itaquaquecetuba aparece com o maior saldo. Foram 835 vagas abertas. O município contratou 1.846 e demitiu outros 1.011.
No acumulado o saldo é negativo de 1.298. A cidade contratou 10,6 mil até agora e demitiu outros 11,9 mil.
Em seguida está Mogi das Cruzes, com saldo de 663. Foram 3.102 contratados e 2.439 demitidos. No acumulado o município está com saldo negativo de 3.020. Até o momento 23,5 mil pessoas foram contratadas e outras 26,5 mil demitidas.
A geração de empregos é um dos desafios e requer projetos importantes, planos de desenvolvimento, sobretudo, neste período em que se tenta acabar com a pandemia da Covid-19.