terça-feira 29 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Editorial

Medicamentos

20 março 2021 - 05h00 Por Gabriely Machado
Medicamentos
A situação em todo o País é crítica. Além da escassez de vacinas, faltam produtos necessários para a intubação (tais como anestésicos injetáveis, relaxantes musculares e sedativos) em hospitais e em estoques do Ministério da Saúde e de secretarias de Saúde.
Lamentavelmente, o Alto Tietê já teve uma morte de paciente que aguardava por leito de UTI. Mas a situação crítica se espalha por outras cidades, todo o Estado e todo o País.
Diante do grande aumento de internações por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta sexta-feira (19) uma nota técnica sobre situações de falta de produtos necessários para a intubação.
A agência diz que tem trabalhado em várias frentes para reduzir o risco de desabastecimento de medicamentos, em especial os necessários para manejo clínico de pacientes com Covid-19, no qual se incluem medicamentos necessários para intubação de pacientes com baixa saturação de oxigênio.
Neste sentido, a área de medicamentos da agência informa que já tem, desde o início de 2020, subsídios legais e procedimentos estabelecidos para favorecer o acesso e a disponibilidade desses produtos com eficácia, segurança e qualidade.
A guerra contra a Covid fica pior por conta da falta de estrutura e logística em cidades pequenas, principalmente.
No documento, a Anvisa relaciona medidas que adotou para tornar a oferta e aquisição dessas medicações mais céleres. Sobre o pós-registro, a agência ressalta que não se considera necessária, neste momento, uma comprovação sobre o aumento no consumo ou redução de oferta desses produtos, já que tal fato tem sido amplamente divulgado e noticiado. Não há dúvida de que o novo coronavírus expôs a distribuição incrivelmente desigual de equipamentos médicos que salvam vidas em todo o mundo. 
Os ventiladores são essenciais no tratamento de doenças respiratórias, incluindo casos graves de Covid-19, mas, no Brasil, não há respiradores suficientes para atender centenas de milhares de pessoas.
Ou seja, a pandemia “agravou o que já era um problema grave”, quebrando cadeias de suprimentos e estimulando o estoque entre aqueles que podem pagar.
Portanto, é importante buscar alternativas para garantir o atendimento necessário aos pacientes. 
Realmente a situação é muito complicada. Mas a partir daí é importante buscar o reabastecimento de todos os equipamentos para garantir atendimento e a preservação de vidas.