As câmeras corporais na PM de São Paulo têm por objetivo proteger o policial e a população.
O policial será protegido pois as câmeras gravam tudo e qualquer lugar em que os soldados vão, assim, qualquer ataque surpresa será gravado e poderá ser utilizado posteriormente. Assim como provar que o policial agiu corretamente, mas acabou por ser agredido e então agiu em legítima defesa.
As câmeras também protegem a população, principalmente quanto ao abuso policial. As câmera provam que os soldados agiram conforme o protocolo das operações.
Porém, após dois anos de uso, as câmera podem deixar de ser usadas. Isso porque o governo de São Paulo cortou ao menos R$ 37,3 milhões do programa de câmeras corporais usadas nas fardas da Polícia Militar. O projeto teve início em 2021 e, para 2023, a previsão inicial era de que fossem investidos R$ 152 milhões no sistema que monitora em tempo real o trabalho dos policiais.
Foram editados ao longo do ano passado quatro decretos pelo governador Tarcísio de Freitas, reduzindo os valores que seriam gastos nas câmeras e transferindo o dinheiro para outras despesas.
O último desses decretos foi publicado a menos de um mês, em 9 de dezembro, e repassou cerca de R$ 2,5 milhões do programa de câmeras corporais para ações como atendimento em saúde dos policiais militares.
Os outros cortes destinaram os recursos para pagamento de diárias de policiais e para compra de material de consumo da corporação.
O maior remanejamento foi feito em outubro, quando foram retirados R$ 15,2 milhões do programa, equivalente a 10% do orçamento inicial para as câmeras em 2023, que era de R$ 152 milhões.
O sistema de câmeras é utilizado em diversos países, como nos Estados Unidos, e não deveria ser paralisado seu investimento em São Paulo.
Aguardemos os próximos passos do governo, e para os números, se poderão aumentar ou não e assim voltar a cobrar para retomar o investimento.