O DS traz na edição deste sábado (27) reportagem mostrando dados sobre os assassinatos ocorridos durante todo o ano no Alto Tietê.
Em todo o Estado de São Paulo o fechamento do ano que passou teve a menor taxa em 23 anos. Foram 5,72 casos para cada grupo de 100 mil habitantes em todo o Estado.
Esta foi a primeira vez desde 2001, início da série histórica, que o índice ficou abaixo de 6. A queda da taxa também foi puxada pela redução de casos no ano passado, que ficou em 10,4%. Em 2022, foram 2.909 registros, ante 2.606 em 2023.
O recuo das mortes intencionais começou a ser percebido a partir de maio. Nos cinco primeiros meses, os homicídios caíram 2,7%. De lá para cá, o índice nos períodos acumulados do ano registrou quedas consecutivas de 4,9% (até junho); 10% (até julho e agosto), 9,5% (até setembro); 11,5% (até outubro); 10,9% (até novembro) e 10,4% (até dezembro).
Segundo o governo estadual, a região do estado com a maior queda de homicídios foi a Grande São Paulo, onde se encontram as cidades do Alto Tietê, com 110 vidas poupadas (foram 607 registros em 2022 contra 497 em 2023). Já a capital paulista vem em segundo lugar, com 481 casos notificados no ano passado, 14,1% a menos que em 2022, que teve 560 ocorrências. Em ambas as regiões, a taxa de homicídios dolosos bateu recorde de queda desde o início da série histórica, com 5,24 mil mortes para cada grupo de 100 mil habitantes na região metropolitana e 4,01 para a mesma população da cidade de São Paulo.
Há uma grande importância dos dados estatísticos divulgados pela Secretaria de Segurança Pública. Por meio desses números é possível formular políticas de prevenção para tentar reduzir os casos.
As reduções consecutivas são resultado das políticas criadas pela gestão para combater este tipo de delito, como o Sistema de Informação e Prevenção aos Crimes Contra a Vida (SPVida). Lançada em fevereiro, a plataforma automatiza os dados e auxilia as polícias a analisarem a dinâmica criminal dos crimes contra vida para que, desta forma, seja possível elaborar diagnósticos e planos de ações com o intuito de reduzir as mortes.
A ferramenta ainda permite que a população também tenha acesso aos dados e possa consultar, por exemplo, em quais locais as mortes ocorreram. O mecanismo amplia a transparência e dá ao cidadão participação ativa no processo para não só cobrar ações do poder público, mas ajudar com informações, vídeos e imagens que possam colaborar na elucidação dos fatos.