O Alto Tietê se viu novamente em situação complicada por conta do temporal que caiu na tarde de quarta-feira (31 de janeiro). Carros debaixo d` água, casas inundadas, ruas e avenidas alagadas.
A situação foi crítica. Isso sem contar na falta de energia elétrica. A situação só foi normalizada no final da tarde desta quinta-feira (1º de fevereiro) com a volta do fornecimento de luz nas residências do Alto Tietê em cerca de 99%.
Há um problema sério. Todos os anos a mesma cena se repete. As obras de contenção de enchentes e os investimentos propostos pelos municípios, em parceria com os governos do Estado e da União, não resultaram em eficácia até agora.
Moradores reclamam da perda de seus pertences e do prejuízo causado pelas enchentes.
Existe um monitoramento constante feito pelas prefeituras, por meio das unidades de Defesa Civil. O número de áreas de risco são mais de 100, conforme um levantamento feito pelo DS nas prefeituras das cidades.
Mas, a situação provou que é necessário mais eficácia na tentativa de solucionar o problema nos bairros.
A limpeza do Rio Tietê, de córregos e rios podem contribuir para o escoamento das águas das chuvas. Mas, mesmo assim, não é uma situação simples de resolver.
Há necessidade de altos investimentos, de parcerias, da colaboração da população no sentido de denunciar, por exemplo, a prática de despejo de lixo em rios e córregos.
Mas, a situação está nas mãos do poder público. Novos projetos, novas ações e iniciativas devem ser tomadas para garantir o mínimo de segurança para os moradores.
Há também evidentemente muitas pessoas morando na beira de córregos, correndo sérios riscos. Um trabalho de campo, de pesquisa desses moradores, seria importante. Essas residências, talvez, foram o único local encontrado para morar. Uma submoradia.
Entra então um trabalho que deve ser feito em parceria com a Secretaria de Habitação: o de retirar as famílias desses locais para serem transferidas para uma moradia digna. Está na Constituição. É um direito. Enquanto os problemas não são resolvidos, as cenas de desespero diante das chuvas se repetem.
Realmente cenas lamentáveis, de prejuízos materiais, e até físicos.