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Médico do Corinthians, Ivan Grava fala ao DS sobre vida profissional

Referência na medicina esportiva, ele disse ter uma ligação com a região por ter se formado na UMC

Por Lucas Lima - De São Paulo07 SET 2017 - 16h47
Ivan Grava: “Sempre gostei de esporte, principalmente de futebol”Foto: Daniel Augusto Junior/Agência Corinthians
Um dos responsáveis por cuidar dos jogadores do Corinthians, o médico Doutor Ivan Grava, concedeu entrevista exclusiva ao DS e contou sobre o dia a dia no Centro de Treinamento (CT) do clube e nos jogos. Referência na medicina esportiva, ele disse ter uma ligação com a região por ter se formado na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e por ter atuado no Hospital Luzia de Pinho Melo durante o período da faculdade. 
 
Grava comentou sobre a responsabilidade que leva pela história que o pai, Doutor Joaquim Grava, criou dentro do time paulista. Ele ainda pontuou a maior felicidade que teve até hoje no Corinthians e o maior desafio que enfrentou durante esses quatro anos que atua pelo Alvinegro. Confira a entrevista completa.
 
Diário de Suzano: Porque escolheu essa profissão?
Ivan Grava: Eu sempre quis ser médico desde pequeno. Sempre quis fazer medicina, mas a decisão mesmo aconteceu na época do colegial, quando tive mais contato com a área de biologia, que me apaixonei e resolvi fazer.
 
DS: Por que decidiu o segmento esportivo para trabalhar?
Grava: Sempre gostei de esporte, principalmente de futebol que sou apaixonado e pelo Corinthians meu clube do coração. Nunca quis trabalhar com outras modalidades, mais com o futebol mesmo porque é minha paixão. 
 
DS: Já trabalhou em algum lugar do Alto Tietê? Se sim, onde foi e como foi à experiência?
Grava: Nunca tive oportunidade de trabalhar na região, pois logo que me formei já vim para São Paulo para começar a minha vida. Só trabalhei no Alto Tietê, no internato da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), que trabalhei na Policlínica e no Luzia Pinho Melo, só que pela faculdade também, onde me formei. 
 
DS: O quanto a UMC foi importante para a sua formação e o que Mogi ou até mesmo os municípios vizinhos da região contribuíram para a carreira profissional?
Grava: Toda minha formação foi feita na UMC desde o primeiro dia que eu cheguei em Mogi até o último dia. Tudo que sei da medicina devo aos professores que sempre foram gabaritados. Em relação às cidades da região, contribuíram por meio dos postos de saúde, que me recebia muito bem para desenvolver trabalhos com colegas que cursavam também medicina.
 
DS: Há quanto tempo está no Corinthians?
Grava: Tive uma passagem pelo Corinthians logo quando me formei em 2008, no futebol feminino. Porém, como em 2009 fui fazer residência, eu sai, e quando terminei não voltei direto e segui para trabalhar no Audax. Retornei ao clube no começo de 2014, então estou no meu quarto ano no profissional do Alvinegro.
 
DS: Como foi entrar no clube depois da brilhante carreira que seu pai, Joaquim Grava, construiu e onde é reconhecido pelo trabalho que realizou e pelo nome do Centro de Treinamento (CT) dedicado a ele?
Grava: Para qualquer médico que trabalha no Corinthians depois dele é uma honra por toda trajetória e tudo que ele construiu lá dentro. Por todo respeito e competência que transformou a medicina do futebol no Brasil. É muito gratificante saber que meu pai deixa esse legado. Hoje, trabalhando ao lado dele lá no Corinthians, estou construindo a minha trajetória com muita ajuda e experiência dele, o que em alguns momentos torna um caminho mais fácil, mas em outras vezes transformar o caminho mais difícil, pois a cobrança em mim é maior para qualquer outra pessoa que não tenha parentesco. Mas, sempre fiquei muito feliz em trabalhar em um local como o Corinthians, que tem tradição no futebol brasileiro, ao lado do meu pai que teve essa história brilhante no clube.
 
DS: Neste tempo que está no Corinthians, qual foi à maior dificuldade que já viveu ou algum caso que teve que solucionar? E qual foi o momento de mais felicidade dentro do clube?
Grava: Sem dúvida nenhuma, o caso mais grave que tive no clube foi do meia Danilo, que teve uma fratura na perna. Acabou sendo grave por causa das lesões associadas e onde nós quase tivemos que amputar a perna dele. Seria algo inexplicável por ser um ídolo do clube, por todos os títulos que ele conquistou dentro do Corinthians, além da pessoa que ele é, simples e humilde, que todo mundo gosta. Já minha maior alegria foi o primeiro jogo profissional que eu fiz no Corinthians. Inclusive foi na Arena. Quando entrei no estádio pude sentir que eu realmente era o médico do clube.
 
DS: Como é trabalhar no Corinthians? Qual o maior desafio para manter os atletas em alto nível?
Grava: Trabalhar com eles é no dia a dia, em todas as patologias,inclusive de outras áreas como na parte de ortopedia, clínica e até muitas vezes eu faço diagnóstico e encaminho tratamento para especialista. A minha área mesmo é a ortopédica, tratar as lesões que os atletas têm, que são consideradas acidentes de trabalho. Isso porque eles trabalham com o corpo e estão sujeitos a se prejudicarem. 
Maior desafio é prevenir essas lesões, que é um trabalho multidisciplinar, feito por toda equipe médica e do laboratório biomecânica, onde que consegue detectar alguma deficiência do jogador e o próprio local mesmo corrigi. Então é um conjunto para evitar lesões evitáveis para os atletas disputarem os jogos em boa performance o ano inteiro. 
 
DS: Qual mensagem deixa para todos os torcedores do clube, que na última sexta-feira comemorou 107 anos de existência?
Grava: Para mim é uma honra trabalhar no Corinthians, meu clube de coração, e pode ter certeza que vou sempre me dedicar ao máximo para ajudar o clube a ter glórias e continuar ser um dos melhores do Brasil e do mundo.

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