Envie seu vídeo(11) 97569-1373
Sintonize nossa Rádio101.5 FMClique e ouça ao vivo
Sábado 25 de Novembro de 2017

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 25/11/2017
mrv

'Caos' trava indicações dependentes de sabatina

22 MAR 2015 - 08h00

 Acusada por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de "omissão" pela demora na escolha do 11º integrante da Corte, a presidente Dilma Rousseff (PT) acumula uma série de pendências na indicação de conselheiros, diretores de agências reguladoras e outras funções da administração federal. Com o "caos político" instalado em Brasília, o Planalto avalia que não há ambiente favorável à submissão de nomes para sabatinas no Senado.

Confrontada com retaliações dentro da própria base aliada, a presidente decidiu esperar um momento de menos turbulência para indicar o novo ministro do STF. Assessores palacianos admitem reservadamente que a atual crise atrapalhou os planos de Dilma e qualquer indicação dependerá de aval prévio do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que já declarou guerra ao governo.

O "caos político" - definição dada em documento interno da Secretaria de Comunicação Social da Presidência revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo - também fez o Planalto adiar a indicação do novo presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), consórcio formado pelos governos federal e fluminense e pela prefeitura do Rio que coordena as ações da Olimpíada de 2016. Como no caso do STF, o presidente da APO é sabatinado pelos senadores.

Em 6 de fevereiro, Dilma aceitou o pedido de demissão do general Fernando Azevedo e Silva. Dezoito dias depois, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, esteve no Planalto com a presidente para discutir os preparativos do evento, mas ainda não havia um novo nome na APO. O plano de Dilma era indicar ao cargo o ex-tesoureiro de sua campanha à reeleição, Edinho Silva, mas o Planalto teme rejeição ao nome do petista.

O órgão regulador que é uma síntese das pendências do Planalto para preencher cargos de relevância nacional é a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Embora o diretor-geral Jorge Bastos tenha mandato até fevereiro de 2018, as outras três vagas no colegiado do órgão estão ocupadas por diretores interinos desde março de 2012, à espera da indicação dos nomes definitivos pela Presidência.

Leia Também

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias