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Jornal Diário de Suzano - 21/11/2017
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Deputados rejeitam destaques e Câmara conclui votação da MP 665

08 MAI 2015 - 08h00

A Câmara dos Deputados concluiu ontem à noite a votação da Medida Provisória 665, que altera as regras de concessão de benefícios trabalhistas. Após 11 votações, os deputados rejeitaram destaques e emendas para alterar o teor do texto aprovado pelo plenário. Sem mudanças, a proposta agora segue para o Senado, que tem até o dia 1º de junho para apreciar a matéria antes de ela perder a validade.

A sessão de ontem ocorreu sem a acalorada disputa que a oposição travou com o governo, quando foi aprovado o texto-base da medida provisória, na última quarta-feira. A votação dos destaques e emendas, que visavam a alterar pontos importantes da MP, transcorreu em clima de tranquilidade. As exceções ocorreram em alguns momentos quando os oposicionistas tentavam, por meio de discursos, adiar ao máximo o término da votação.

Os deputados, principalmente os da base aliada, estavam ansiosos para encerrar as votações a fim de voltarem para seus respectivos Estados. Chegaram a vaiar o vice-líder do PSDB, Nilson Leitão (MT), que discursava contra a MP. O tucano protestou: "Quem está preocupado em ferrar o trabalhador quer acabar logo", criticou.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), agradeceu aos partidos da base pelo apoio à MP, a primeira do ajuste fiscal aprovada pelo plenário da Casa. "Todos olhamos neste momento para o país. Foram vitórias importantes", comemorou o petista.

Apertado

O mapa da votação do texto base da Medida Provisória 665 revela que a dupla PT e PMDB contribuiu com 41% do apoio à proposta que restringe o acesso a seguro-desemprego e abono salarial. Dos 252 votos a favor da MP, 104 foram dados pelas duas bancadas. Logo após a aprovação da medida, o líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), considerou como decisivo o apoio de ambos. Na primeira batalha decisiva em plenário do ajuste fiscal, o governo venceu por uma margem apertada, de 25 votos de diferença.

Desde o início da semana, o Palácio do Planalto trabalhou duramente para enquadrar a bancada petista, reticente em apoiar explicitamente as MPs do pacote fiscal (665 e 664). Após ameaça do PMDB de não votar a favor das propostas o que poderia contaminar os demais partidos da base , o PT deu 54 votos a favor, apenas um contra e houve ainda nove ausências. O PMDB, por sua vez, deu 50 votos de apoio, 13 contra e ainda três se ausentaram.

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