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Jornal Diário de Suzano - 13/12/2017
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Incêndio dura mais de 60h e fumaça pode causar acidente ambiental

05 ABR 2015 - 08h00

 No terceiro dia de combate ininterrupto ao incêndio nos tanques da Ultracargo, na área industrial da Alemoa, em Santos, litoral sul de São Paulo, o Corpo de Bombeiros manteve ontem o trabalho de resfriamento dos tanques, porque ainda não era possível extinguir o fogo. Na área, a temperatura chegava a 800ºC, o que provoca a evaporação da água. As equipes usam uma espuma especial para tentar abafar as chamas, estratégia que tem garantido o confinamento das chamas em três tonéis. No começo da manhã de ontem, a nuvem de fumaça estava aparentemente menor e já não era vista em longas distâncias, mas voltou a ganhar força. A área atingida fica perto do Porto de Santos e da Rodovia Anchieta. Já à tarde, outro tanque, contendo gasolina, foi atingido pelo fogo, contabilizando quatro até o fechamento desta edição.

Caminhões-pipa da Sabesp estavam no local para garantir a continuidade dos trabalhos caso ocorresse algum problema no abastecimento feito pela embarcação Governador Fleury, que estava transferindo água do mar para as viaturas dos bombeiros. Representantes do Corpo de Bombeiros, da Prefeitura de Santos, Cetesb, Polícia Militar, Guarda Portuária e Ultracargo se reuniram para avaliar a situação.

O incêndio começou por volta de 10 horas de quinta, após explosão. Mais de 100 homens, em 40 viaturas, mantinham, até ontem, o combate constante. Também participavam a brigada de incêndios das indústrias de Cubatão e a Guarda Portuária. Desde o começo do incêndio, a operação era complexa e perigosa. Em todo o pátio são aproximadamente 50 tanques, cada um com capacidade para armazenar seis milhões de litros de combustível. Existem áreas específicas para contenção do combustível vazado, mas essas bacias já estão cheias. Em determinados momentos do dia o vento empurra o fogo para tonéis que ainda não foram atingidos.

De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o movimento de navios no canal do estuário permanece interrompido no local do incêndio.

A fumaça formada pela queima de combustível é poluente. Partículas e gases podem ser levados pelo vento para a Serra do Mar. Por isso, o incêndio nos tanques da Ultracargo pode provocar um acidente ambiental, prejudicando fauna e flora. Muitos especialistas têm feito alertas sobre esse problema em entrevistas. No caso do etanol, a queima provocaria uma fumaça azulada. A cor preta preocupa, porque indica conter outros elementos, como o material do próprio tanque, a tinta e outros combustíveis. Não há enxofre nos materiais envolvidos, o que descarta a possibilidade de chuva ácida.

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