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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2017
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Lava Jato: valor total repatriado pelo MP já chega a R$ 182 milhões

12 MAR 2015 - 08h00

O Ministério Público Federal (MPF) informou ontem ter repatriado R$ 182 milhões que estavam depositados na Suíça em contas do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, o maior valor já recuperado pelo Brasil, segundo o órgão. Deste total, R$ 139 milhões já chegaram à Justiça Federal do Paraná e R$ 43 milhões estão encaminhados. As transferências foram autorizadas pelo próprio delator da Operação Lava Jato como parte do acordo firmado com a força-tarefa.

Barusco era o braço direito do ex-diretor de Serviços Renato Duque, indicado pelo PT para o cargo e alvo da investigação por suspeita de corrupção passiva, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro. O ex-gerente amealhou em propinas US$ 97 milhões (R$ 302,2 milhões, pelo câmbio oficial de ontem), segundo admitiu em depoimento à Polícia Federal e à Procuradoria. Barusco abriu mão da fortuna e concordou em comunicar as instituições financeiras na Suíça sua disposição em repatriar os valores.

Se a repatriação seguisse os trâmites tradicionais, via cooperação jurídica internacional, o procedimento poderia se arrastar por anos. Os valores já trazidos pelo Ministério Público Federal ao Brasil foram depositados na conta judicial da 13ª Vara Criminal Federal em Curitiba, base da Lava Jato.

SBM

A Justiça Federal em Curitiba explicou que parte dos recursos repatriados, equivalentes a US$ 29,5 milhões (R$ 91,9 milhões), serão destinados à Justiça Federal do Rio, onde tramita um processo contra Barusco relativo à propina recebida da SBM, multinacional holandesa que reconheceu ter subornado funcionários da Petrobras.

Por causa da investigação na Europa sobre as propinas da SBM em vários países, incluindo o Brasil, o dinheiro de Barusco na Suíça começou a ser bloqueado em março de 2014, antes mesmo da delação premiada do ex-gerente ser assinada.

Nessa época, só o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa havia sido preso. Barusco tentou "organizar e blindar as contas" para doar 30% para instituições de caridade, 30% para a mulher e 30% para os filhos, mas o dinheiro já estava bloqueado pelas autoridades suíças. Ao assinar o acordo de delação, o ex-gerente apresentou à Justiça Federal cópias das ordens de bloqueio.

A advogada criminalista Beatriz Catta Preta, que defende Barusco, informou ontem que os bancos suíços estão promovendo as transferências a pedido do próprio ex-gerente da Petrobrás. "Não temos ainda o valor exato, mas vamos fazer um levantamento", disse.

Segundo a Justiça Federal do Paraná, quando a repatriação for concluída, o dinheiro será devolvido à Petrobras.

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