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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2017
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Tesoureiro do PT, João Vaccari Neto é preso pela Polícia Federal

16 ABR 2015 - 08h00

O tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto, foi preso ontem, na 12ª fase da Operação Lava Jato. O petista foi preso em casa, em São Paulo, e foi deslocado para a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Ele é acusado de captar dinheiro de origem ilícita para o PT desde 2004, inclusive para as campanhas eleitorais da presidente Dilma Rousseff em 2010 e em 2014. Vaccari solicitou seu afastamento temporário da função que exercia no partido.

O petista foi denunciado criminalmente por ser apontado pelos investigadores da força-tarefa como operador de propina do PT no esquema de cartel e corrupção na Petrobras. Ele é acusado de receber para o PT um porcentual da diretoria de Serviços da Petrobrás na época em que era comandada por Renato Duque. Vaccari é foco de sete frentes de investigação pelo Ministério Público Federal na Operação Lava Jato.

Defesa

O PT saiu ainda ontem em defesa de Vaccari Neto, classificando sua prisão por ordem da Justiça Federal como "desnecessária" e "injustificada". Em nota divulgada no final da tarde de ontem, assinada pelo presidente nacional, Rui Falcão, o PT anunciou que "por ordens práticas e legais" Vaccari solicitou seu afastamento temporário da função que exercia no partido. O texto informa ainda que a defesa entrará com habeas corpus "para que sua liberdade ocorra no prazo mais curto possível".

Na nota, o PT diz que a detenção de Vaccari "é injustificada visto que, desde o início das investigações, ele sempre se colocou à disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento que lhe fosse solicitado." "Reafirmamos nossa confiança na inocência de João Vaccari Neto, não só pela sua conduta à frente da Secretaria Nacional de Finanças e Planejamento, mas também porque, sob a égide do Estado Democrático de Direito, prevalece o princípio fundamental de que todos são inocentes até prova em contrário", diz outro trecho.

O texto foi redigido após reunião no diretório nacional do PT, em São Paulo. Antes do encontro, Falcão se conversou por cerca de três horas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Instituto Lula. O nome do substituto de Vaccari deve ser definido hoje pelo partido.

Dirigentes petistas afirmam um dos motivos pelo quais a substituição de Vaccari não foi feita antes de sua prisão é a dificuldade em encontrar alguém disposto a assumir o cargo deixado por ele. Outros seriam o receio de o afastamento soar como uma espécie de confissão de culpa.

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