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Jornal Diário de Suzano - 19/05/2024
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operação na região

Gaeco faz operação contra facção criminosa suspeito de fraudar licitações; prisões ocorrem na região

Alvos são vereadores e agentes públicos de municípios do estado. A investigação aponta que empresas atuavam para fraudar processo de contratação de mãos de obra terceirizada

16 abril 2024 - 09h13Por Guynever Maropo da Reportagem Local

O Ministério Público de São Paulo, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e com o apoio da Polícia Militar, deflagrou na manhã desta terça-feira (16) a Operação Muditia, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso que seria ligado a uma facção criminosa investigado por fraudes em licitações públicas em cidades do estado.
Vereadores e servidores públicos de Ferraz de Vasconcelos, Arujá, Santa Isabel e Poá são investigados. 

As equipes cumprem mandados de busca e apreensão em 42 endereços e a 15 de prisão temporária, todos expedidos pela 5ª Vara Criminal de Guarulhos. As ordens judiciais incluem prisão cautelar de agentes públicos, três deles vereadores de cidades do Alto Tietê e litoral.

Segundo a investigação, empresas atuavam de forma recorrente para frustrar a competição nos processos de contratação de mão de obra terceirizada no Estado, notadamente em diversas prefeituras e Câmaras Municipais. Guarulhos, São Paulo, Ferraz de Vasconcelos, Cubatão, Arujá, Santa Isabel, Poá, Jaguariúna, Guarujá, Sorocaba, Buri, Itatiba e outros municípios têm contratos sob análise.

De acordo com promotores, havia simulação de concorrência com empresas parceiras ou de um mesmo grupo econômico. Também há indicativos da corrupção sistemática de agentes públicos e políticos (secretários, procuradores, presidentes de Câmara de Vereadores, pregoeiros, etc.) e diversos outros delitos como fraudes documentais e lavagem de dinheiro.

As empresas do grupo têm contratos públicos que somam mais de R$ 200 milhões nos últimos anos. Alguns deles atendiam a interesse do Primeiro Comando da Capital (PCC)  que tinha influência na escolha dos ganhadores de licitações e repartia os valores ilicitamente auferidos.

Segundo informações do MP-SP, participam da Operação Muditia 27 promotores, 22 servidores e 200 policiais militares.

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