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Região

Setor de construção civil do Alto Tietê mantém mercado aquecido diante da pandemia

É o que afirma Josemar Bernardes André, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Mogi das Cruzes e Região

23 maio 2021 - 20h02 Por Matheus Cruz - da Região
Ao contrário de setores que sofreram quedas significativas no número de trabalhos por decorrência da pandemia, o setor de construção civil se mantém com atividades satisfatórias no Alto Tietê. É o que afirma Josemar Bernardes André, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Mogi das Cruzes e Região (Sintramog). 
 
De acordo com o presidente da entidade sediada em Mogi e com subsede em Suzano, um dos fatores para não ter ocorrido queda nos trabalhos realizados é a expansão da construção de prédios e condomínios em mais cidades. 
 
"Mogi sempre liderou no número de obras que envolvem prédios e condomínios. Mas agora, estamos percebendo que isso vem se expandido para outras cidades. Temos construções de prédios em Poá e muitos projetos interessantes em Ferraz de Vasconcelos, por exemplo", explicou Josemar Bernardes. 
 
Apesar do saldo positivo nas construções diante do período pandêmico, o sindicato registrou queda de 33% no número de trabalhadores da construção civil sindicalizados. Hoje são cerca de 800 atuantes na região, número inferior ao registrado antes da pandemia, quando os sindicalizados chegavam à cerca de 1,2 mil profissionais.
 
"Infelizmente nosso nível de articulação com os trabalhadores acabou restringida por conta da pandemia. Tivemos que reduzir o número de idas às bases conversar com os trabalhadores, também reduzimos as visitas às fábricas, fora os que foram demitidos. Tudo isso impactou na queda no número de sindicalizados", disse o presidente. 
 
Além disso, o sindicato ainda lida com o luto pelo óbito de um dos funcionários, vítima da Covid-19 no mês de abril. O trabalhador tinha 30 anos e atuava nas dependências da entidade, mas com o agravamento da pandemia, passou a trabalhar de forma remota, assim como os demais funcionários. 
 
"Foi um episódio muito triste que ainda estamos sentidos. Assim que começou a pandemia, colocamos nossos funcionários do sindicato em home-office por um mês. Quando retornamos aos atendimentos na subsede, demos preferência ao atendimento por telefone, ou seja, tudo para evitar os riscos", lamentou. 
 
Com o óbito do funcionário, a equipe que trabalha no prédio do sindicato passou por redução. Antes da pandemia, o quadro era de dez pessoas, hoje totaliza cinco. Isso porque, o cabelereiro, a dentista e assistentes que prestavam atendimentos no local precisaram ser afastados durante este período. 
 
Vacinação
 
Desde o início da vacinação contra a Covid, entidades que representam trabalhadores que atuam em maior nível de exposição ao vírus, reivindicam a inclusão no grupo prioritário pela imunização. Não é o caso do Sintramog, já que os trabalhadores da categoria não atuam em nível de exposição comparada aos profissionais da saúde e ferroviários, por exemplo. 
 
"Acredito que o mais correto foi imunizar primeiro os que estão na linha de frente, como os profissionais da saúde. A verdade é que se o presidente (Jair Bolsonaro) tivesse comprado vacinas, a maioria dos trabalhadores já estariam vacinados", completou Josemar Bernardes André, que possui 56 anos e pretende ser vacinado.