O prefeito de Itaquaquecetuba, o delegado Eduardo Boigues (PP), teve o WhatsApp clonado na noite de terça-feira (17). O anúncio foi feito em suas redes sociais. Segundo Boigues, os golpistas estariam mandando mensagens para contatos dele.
“Urgente. Não respondam pedidos do meu WhatsApp. Meu celular pessoal foi clonado", alertou o prefeito.
No início deste mês, o DS publicou matéria alertando sobre o risco e a reincidência de golpes do WhatsApp no meio político do Alto Tietê. Em 2 de agosto, o secretário diretor-geral da Câmara de Suzano, Júlio Cezar Mayer foi vítima do "Golpe do WhatsApp". Três dias depois a primeira-dama de Suzano, Larissa Ashiuchi, também entrou para a lista de vítimas. Ainda neste ano, o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL), e a prefeita de Poá, Márcia Bin (PSDB), também foram vítimas do mesmo golpe através do aplicativo.
Orientações
Como forma de evitar cair no golpe, o especialista em segurança pública e privada Jorge Lordello, reitera a importância dos usuários do WhatsApp ficarem atentos aos grupos que reúnem pessoas desconhecidas. “É preciso ficar atento à grupos de WhatsApp, onde quase sempre a pessoa não conhece todos os integrantes. Também é importante evitar o compartilhamento dos seus dados em plataformas como o Facebook”, explicou.
Segundo o especialista, há golpes “mais especializados” que usam as informações retiradas do Facebook, especialmente de usuários que deixam a lista de amigos e o telefone celular em modo público. “É um facilitador para o golpista. Desta forma, ele consegue ter um acesso com mais detalhes, o que facilita aos seus amigos acreditar que realmente é você”, completou.