O número de migrantes contabilizados pelo Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) diminuiu em sete dos dez municípios do Alto Tietê entre 2010 e 2022. A redução foi registrada em Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Santa Isabel e Suzano. No mesmo período, Arujá, Biritiba Mirim e Salesópolis apresentaram aumento nos números.
Itaquá teve a maior redução absoluta, passando de 6.924 migrantes em 2010 para 4.019 em 2022, uma diferença de 2.905 pessoas. Em Suzano, o número caiu de 4.527 para 2.108 (-2.419), enquanto Mogi passou de 5.641 para 4.224 (-1.417).
Também houve redução em Ferraz, de 3.501 para 1.984 (-1.517); Poá, de 1.689 para 727 (-952); Santa Isabel, de 1.073 para 503 (-570); e Guararema, de 617 para 478 (-139).
Entre as cidades que registraram aumento, Salesópolis apresentou a maior variação proporcional, passando de 48 migrantes para 249 (201) entre 2010 e 2022. Em Arujá, o número subiu de 1.165 para 1.324 (159), e Biritiba Mirim passou de 111 para 153 (42). Migrantes são pessoas que se deslocam de um município para outro para morar. Por isso, a redução nos números registrados em algumas cidades não significa, necessariamente, que o Alto Tietê tenha perdido moradores migrantes. Uma pessoa que deixa Mogi das Cruzes para viver em Suzano, por exemplo, pode ser contabilizada no município de destino, sem deixar de integrar a população do Alto Tietê. Assim, a comparação entre as cidades mostra mudanças nos números locais, mas não permite concluir redução da migração regional.
Salesópolis tem maior proporção de migrantes
Considerando a população de cada município em 2022, Salesópolis apresenta a maior proporção de migrantes do Alto Tietê, com 1,64% dos habitantes, seguida por Guararema (1,49%); Arujá (1,48%); Ferraz (1,08%); Itaquá (1,04%); Santa Isabel (0,94%); Mogi (0,90%); Poá (0,69%); Suzano (0,66%); e Biritiba Mirim (0,51%). Considerando as dez cidades, os 15.769 migrantes contabilizados em 2022 representam 0,94% da população total do Alto Tietê, de 1.685.497 habitantes.
NÚMERO DE MIGRANTES Houve queda, conforme estudo do IBGE na região - (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)