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Região

Advogados da região debatem vazamento de conversa de Moro

Marco Tanoeiro e Olavo Câmara participaram do “DS Entrevista” e comentaram sobre o escândalo

21 junho 2019 - 18h54Por Fernando Barreto - de Suzano
O doutor em Ciências Jurídico-sociais, Olavo Câmara, e o ex-secretário de Assuntos Jurídicos de Suzano, advogado Marco Tanoeiro, debateram informações divulgadas pelo site The Intercept Brasil, de que o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, trocava mensagens com o procurador do Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol, durante participação no programa "DS Entrevista" na última segunda-feira. 
 
As divulgações feitas pelo site, por meio do jornalista Glenn Greenwald, ganharam os noticiários da ultima semana. 
 
Dallagnol era o responsável por investigar os possíveis crimes de lavagem de dinheiro do caso do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Opiniões
 
Olavo Câmara debateu, principalmente, sobre como os diálogos entre Moro e Dallagnol foram adquiridos. Para ele, caso as conversas foram interceptadas por hackers, eles deveriam ser encontrados e presos, o que anularia a culpa sobre Dallognol e Moro.
 
"Temos de analisar se era segredo de Justiça as conversas. É normal que as partes se conversem. Isso acontece em qualquer Fórum de município. Se as mensagens foram pegas por hackers, então Dallagnol e Moro não são culpados", afirmou Olavo.
 
Por outro lado, Tanoeiro afirmou que se houve planejamento de estratégias, independente da forma de como foi interceptada, o conteúdo não pode ser ignorado. "Concordo com o Câmara de que é comum um juiz e um promotor conversarem. Mas, se o teor das conversas são de orientação, para os passos que devem ser tomados, não é correto", explicou. "Temos que analisar quem obteve as mensagens e de que forma obteve, e concordo que essa pessoa deve ser responsabilizada. Assim como entendo que, aquela obtenção e divulgação da gravação, por parte de Moro, da conversa entre a então presidente Dilma Rousseff e Lula deveria ter sido melhor analisada"
 
Conclusão
 
Tanto para Olavo quanto para Tanoeiro é necessário mais investigação sobre as mensagens. 
 
Tanoeiro disse que, conforme afirmou o site The Intercept Brasil, há muito mais conteúdo a ser compartilhado, e diante disso, pede cautela para analisar de forma mais minuciosa a situação. 
 
Ele ainda reitera. "Esses procuradores do Ministério Público deveriam ser afastados das operações. Eles, até o
momento, não negaram as mensagens. Apenas estão preocupados em atacar a forma como as mesmas foram adquiridas. Fica o questionamento", completou.

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