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Consórcio

Condemat apresenta plano de ação imediata para ampliar atendimento às gestantes no Alto Tietê

Pela primeira vez, a Secretaria de Estado da Saúde admitiu a existência de déficit na estrutura para gestantes no Alto Tietê

20 julho 2017 - 19h17Por Da Região

O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) anunciou nesta quinta-feira (20) um plano de ação imediata para minimizar a falta de leitos obstétricos na região e de cuidados ao recém-nascido. A proposta contempla a ampliação da Santa Casa de Mogi das Cruzes para atendimento regional e será protocolada no governo do Estado na próxima semana.  Pela primeira vez, a Secretaria de Estado da Saúde admitiu a existência de déficit na estrutura para gestantes no Alto Tietê.

Levando-se em conta a população total, o déficit na região é de 292 leitos obstétricos nas redes pública e privada. No foco do Estado, porém, o que prevalece na conta é só a população dependente SUS. Neste caso, o déficit do Alto Tietê é de 131 leitos, conforme apresentado pelo Departamento Regional de Saúde I da Grande São Paulo na última quarta-feira (19) em reunião do Conselho de Secretários Municipais de Saúde.

“Os dois números estão corretos. Mas, para  andar, vamos trabalhar neste primeiro momento só com a população SUS dependente. Desde 2015 a região vem tentando superar portarias e, agora, pela primeira vez, o Estado reconheceu que o Alto Tietê é muito deficitário em leitos de maternidade e abriu tratativas para ações que visam estancar o problema”, ressalta Teo Cusatis, coordenador da Câmara Técnica de Saúde do Condemat.

A ação imediata defendida pelo Condemat é a ampliação da maternidade da Santa Casa de Mogi das Cruzes, que tem capacidade atual para 38 gestantes, mas tem registrado o dobro do número de pacientes, vindas de todos os municípios da Região. O hospital já tem um projeto de expansão, o qual contempla mais 17 leitos para gestantes e 10 na UTI Neonatal, onde hoje existem apenas 9.  

Para que isso se torne realidade, é necessário um investimento estimado em R$ 5 milhões para obras de ampliação e equipamentos e mais R$ 450 mil/mês de custeio. A prioridade da direção do Condemat será conseguir esses recursos com os governos do Estado e federal.

“Isso não resolve todo o déficit regional, mas é a solução mais rápida e mais barata para estancar o problema. A Santa Casa responde regionalmente e não dá para conviver com a superlotação todos os dias e, principalmente, com o risco de infecção hospitalar”, frisa Cusatis, ao citar que nesta quinta-feira a maternidade mogiana tinha 59 pacientes, sendo a sua capacidade para apenas 38.

O projeto inicial foi apresentado pelo coordenador da Câmara Técnica, pela secretária-adjunta de Saúde de Mogi das Cruzes, Rosângela Cunha e pelo provedor da Santa Casa  de Mogi, Austelino Mattos.

Outras ações também serão discutidas pelo Condemat, como a contratação de médicos para o Hospital de Ferraz de Vasconcelos, a reabertura da maternidade do Stela Maris de Guarulhos e, principalmente, a construção de uma nova maternidade no Alto Tietê. “Esse trabalho feito pelo Condemat permitiu que Estado realmente reconheça que há o déficit e nos deixe em condições de colocar propostas para ajudar a solucionar o problema da região”, destaca o provedor da Santa Casa.

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