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Alertas de risco

Estado inclui as dez cidades da região para receber novo sistema de alerta de risco

Alto Tietê é colocado como prioridade diante do maior número de população em situação de risco

16 março 2023 - 05h00Por Ingrid Leone - da Região

As dez cidades do Alto Tietê estão entre as áreas da Região Metropolitana de São Paulo que devem receber o novo sistema de alertas para situações de emergência, como enchentes e deslizamentos de terra. 

De acordo com o Centro de Monitoramento de Emergência (CGE), toda a região e o Litoral Paulista serão priorizadas, uma vez que são áreas com maior número de população em situação de risco. 

O anúncio foi feito na última segunda-feira (13) pelo governador do Estado de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), com executivos de operadoras de telefonia móvel. A iniciativa propõe aprimorar ferramentas do sistema de alertas à população em áreas de risco em casos de possíveis desastres naturais.

Além de auxiliar as ações dos órgãos competentes e de Defesa Civil na prevenção e mitigação dos impactos de alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, chuvas e outras classificações presentes na Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade). 

Atualmente, o sistema de alertas é feito por meio de mensagens SMS, mediante cadastro do usuário – há cerca de 2,6 milhões de usuários cadastrados no Estado. 

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou uma nota para esclarecer que as novas tecnologias já existem. 

De acordo com a Anatel, em outubro de 2022, foi determinado às prestadoras de telefonia móvel uma evolução do sistema de alertas de, por meio da tecnologia cell broadcast, prevista para ser implantada até dezembro deste ano. 

A nova funcionalidade vai complementar a atual solução de envio de alertas, o SMS, que também passará por evoluções (SMS Flash). 

O pedido de Tarcísio é para que as empresas de telecomunicações priorizem 39 cidades da Região Metropolitana de São Paulo, - com todos municípios da região - e outras nove do Litoral Paulista. 

O Estado definiu a criação de um grupo de trabalho composto por membros do Governo de São Paulo e das empresas de telefonia. Em um prazo de 120 dias para apresentar o relatório final, é preciso conter os custos e a implantação da tecnologia necessária para o início do sistema. 

Anatel

A Anatel explica que por meio do cell broadcast, os usuários do serviço vão receber mensagens de texto, em formato pop up, sobreposto ao conteúdo que eventualmente esteja sendo acessado no celular. Além disso, a depender do tipo de emergência, a mensagem poderá acionar um sinal sonoro no celular, mesmo se estiver no modo silencioso, o que vai permitir maior funcionalidade do alerta nas situações de risco. Por meio da nova solução, também serão desnecessários o cadastro prévio dos usuários e a indicação de um CEP de interesse. Serão enviados os alertas de emergência para todos os celulares que estejam situados ou venham a entrar na região em risco.

Diferentemente das notificações via SMS, que chegam gradativamente aos usuários, as mensagens de texto do cell broadcast são recebidas quase que instantaneamente por todos os usuários.

O conteúdo desses alertas continuará sob a responsabilidade dos órgãos competentes, como a Defesa Civil. Tais órgãos poderão optar por diferentes modos de alerta, sendo que o modo mais intrusivo dispara notificações com sinais sonoros e vibrações nos smartphones e exige que o usuário confirme a visualização do alerta para cessar a notificação.

O assunto é coordenado pela Agência em Grupo de Implementação de que fazem parte as prestadoras Claro, Tim, Vivo, Algar, Sercomtel, Sindicato Nacional de Empresas de Telefonia Móvel (Conexis) e órgãos de Defesa Civil, representados pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

 

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