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Região

Gian busca apoio do Estado para evitar fechamento de hospital no mês que vem

Administração aguarda uma posição do Estado, sobre recursos, para que possa manter o funcionamento do local

24 agosto 2017 - 09h40Por Lucas Lima - De Poá
O prefeito de Poá, Gian Lopes (PR) busca apoio do Estado para evitar possível fechamento do Hospital Municipal Doutor Guido Guida em setembro. Sem ajuda do governo estadual, a Prefeitura afirma que não terá verba para pagar funcionários, além dos contratos permanentes que a unidade possui. 
 
O pedido de recursos para o hospital têm sido solicitado e reforçado há meses por Gian Lopes (PR). Os pacientes da unidade lamentam o possível fechamento. Ressaltam que o atendimento na área da saúde cairá na cidade, e destacam a distância que terão que percorrer para serem atendidos em outros hospitais da região.
 
Gian participou no último dia 4 de uma reunião com o secretário de Estado da Saúde, David Uip. O chefe do Executivo solicitou ajuda estadual para manter o hospital, já que o local tornou-se um polo de atendimento regional. Além disso, a Prefeitura entregou ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), uma abaixo-assinado com mais de sete mil assinaturas de poaenses.
 
"Os poaenses entendem a necessidade de manter o Hospital Guido Guida em atividade. O Dr. David Uip disse que não quer fechar hospitais, pois eu vou além e digo que nós não podemos fechar porque seria algo de muito impacto para nossas cidades", disse Gian Lopes na ocasião.
 
O Guido Guida conta com 24 leitos e atende, por ano, 150 mil pessoas, sendo que 35% deste público é de outras cidades da região como Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Suzano e até de moradores do extremo leste da Capital. O DS esteve na unidade e constatou uma média de 30 pacientes na recepção para serem atendidos. Os moradores falaram do impacto que o fechamento do hospital vai causar. 
 
O autônomo Leonardo Jhonata leva a mãe mensalmente no hospital para passar em consultas e comentou que será uma grande perda para a cidade. "Da forma que está já é ruim, imagina sem o hospital, vai ficar pior. População como sempre é a mais prejudicada. Caso encerre as atividades, terei que levar minha mãe para um hospital de Itaquaquecetuba".
 
Já a cozinheira Elisângela Jesus de Araújo, que havia levado a filha para uma consulta, disse que ficará sem opções. "Vai ser muito ruim. Aqui é de fácil acesso e não tem outro em que eu possa ir. Não pode fechar e vamos torcer para que o Estado ajude a manter", explicou.
A desempregada Maria Salet da Silva ressaltou que sempre vem de Itaquá para ser atendida no hospital. Ela lamentou o caso dizendo que a região está perdendo todos os grandes centros de saúde. "Venho de Ferraz de Vasconcelos porque lá não tem um bom hospital. Se aqui fechar, vai ser uma perda grande. Terei que ir para Mogi, que é mais longe".

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