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Saúde em crise

Governo do Estado descarta assumir gestão do Hospital Municipal Guido Guida em Poá

De acordo com o Estado, a região já possui quatro hospitais custeados integralmente pelo governo estadual

05 julho 2017 - 09h35Por Marília Campos - de Poá
O Departamento Regional de Saúde (DRS) da Grande São Paulo descartou a possibilidade de o Estado assumir a administração do Hospital Municipal Doutor Guido Guida, em Poá. A cidade não tem mais condições de arcar com o custo mensal da unidade - por conta da nova lei do Imposto Sobre Serviços (ISS) - e pretende oferecer o gerenciamento ao Estado. De acordo com a pasta, a região já possui quatro hospitais custeados integralmente pelo governo estadual e o repasse anual crescerá em 5,4% em 2017. 
 
Conforme o DRS, até o momento, nenhum pedido oficial de gerenciamento do Guido Guida foi recebido. Além disso, o departamento ressaltou que o Alto Tietê conta com quatro unidades de saúde administradas pelo Estado. "É importante destacar que a região já conta com quatro hospitais estaduais, custeados integralmente pelo governo do Estado - Santa Marcelina de Itaquaquecetuba; Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo; Regional de Ferraz de Vasconcelos e Arnaldo Pezzuti Cavalcanti", evidenciou a nota.
 
Os esclarecimentos ainda ratificam que o repasse anual às unidades crescerá em 5,4%, passando de R$ 460,2 milhões para R$ 485,2 milhões neste ano, o que corresponde a R$ 25 milhões a mais, em relação a 2016. 
 
O Hospital Municipal Guido Guida poderá fecha as portas em Poá. Isso porque a cidade não tem mais condições arcar com o custo mensal de R$ 4,5 milhões. A situação crítica foi anunciada na última segunda-feira, pelo secretário de governo do município, Augusto de Jesus. A fim de evitar o fechamento, o prefeito Gian Lopes (PR) deverá oferecer a administração da unidade ao Estado. Se o governo estadual recusar, a municipalidade poderá ofertar a uma entidade privada ou optar pelo fechamento definitivo. É importante ressaltar que drama advém do corte do Imposto Sobre Serviço (ISS). Em quatro anos, o município perderá R$ 500 milhões em recursos, por conta da queda na arrecadação do imposto.