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Jornal Diário de Suzano - 21/05/2024
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Região

Justiça condena seis ex-vereadores de Mogi das Cruzes em ação do MP-SP

Processo decorrente da Operação Legis Easy responsabilizou também outras duas pessoas

02 maio 2024 - 15h36Por Fernando

Sentença obtida pelo MPSP na última terça-feira (30/4) condenou oito réus, entre eles seis ex-vereadores de Mogi das Cruzes, por crimes como corrupção, tráfico de influência e organização criminosa. Um empresário e o filho de um ex-vereador também foram punidos. Somadas, as penas ultrapassam 58 anos de prisão. 

Os réus foram investigados no âmbito da Operação Legis Easy, deflagrada pelo MPSP no mês de setembro de 2020 mirando em um esquema de compra de apoio parlamentar para a aprovação de leis encomendadas por empresários. De acordo com a Promotoria do Patrimônio Público, houve corrupção na Câmara e em contratos com a Secretaria Municipal de Saúde de Mogi das Cruzes e com o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae). 

Mauro Luís Claudino de Araújo - 12 anos, dois meses e 20 dias de reclusão no regime inicial fechado; Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (Chico Bezerra) - seis anos, dez meses e 20 dias em regime inicial semiaberto; Carlos Evaristo da Silva (Pastor Carlos Evaristo) - seis anos, dez meses e 20 dias em regime inicial semiaberto; Jean Carlos Soares Lopes (Jean Lopes) - cinco anos e 11 meses de reclusão em regime inicial semiaberto; Diego de Amorim Martins (Diegão), - cinco anos, oito meses e 20 dias de reclusão.

Segundo a denúncia assinada pelo promotor Kleber Basso, as investigações começaram com a notícia de que um empresário do ramo da construção civil havia pago, com recursos próprios, a quantia de R$ 314.295,00 pela compra de nove veículos que tinham um então vereador como destinatário. A partir do cumprimento de mandados de busca e apreensão, da análise do conteúdo de celulares dos envolvidos e da quebra de sigilo bancário, constatou-se uma sofisticada organização criminosa voltada a desviar recursos públicos, bem como obter vantagens indevidas.

Respostas

À jornalista Marilei Schiavi, os políticos se defenderam. 

Mauro Araújo: “A defesa somente irá se pronunciar após a publicação oficial de eventual sentença, o que ainda não ocorreu. Antecipa, contudo, elevado grau de perplexidade com as notícias que circulam, já que a acusação, para além das incontáveis ilegalidades cometidas no curso da investigação, não se prestou a produzir uma única prova em juízo acerca da descabida denúncia. Não há como ignorar a estranha coincidência de, mais uma vez, desdobramentos importantes da denominada operação “Legis Easy” ocorrerem em ano eleitoral, praticamente às vésperas do início do processo eleitoral.

Pastor Carlos Evaristo: A defesa do Pastor Carlos Evaristo respeita a sentença proferida pelo juiz, todavia, discorda da integralidade desta decisão. Assim, será interposto Recurso junto ao Tribunal onde será possível elucidar a realidade dos fatos, provando assim sua inocência. A defesa acredita na reforma total desta decisão, assim como ocorreu no processo do caso do "café" onde foi comprovada sua inocência no Tribunal, nesta última segunda-feira (29/04/2024).

Jean Lopes: "É inaceitável a condenação do Jean, uma vez que, todas as provas que foram produzidas demonstram a inocência do Jean e que não houve qualquer tipo de ilegalidade e em decorrência disso, está claro e claríssimo que não há qualquer justificativa para uma condenação e que apresentarão recurso."

Diegão: É uma injustiça sem tamanho! Me condenaram por uma votação que nem existiu, (a mudança do zoneamento da Vila Oliveira). Não existe uma prova sequer de que eu tenha cometido algum crime.

A defesa de Chico Bezerra não respondeu.