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Região

Mogi inaugura Centro Oncológico e vai duplicar atendimento no setor

11 maio 2017 - 08h00

Foi inaugurado ontem, com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o novo Centro Oncológico do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes. A unidade da Secretaria de Estado da Saúde é gerenciada em parceria com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) . Com isso, os atendimentos no setor de oncologia no hospital será ampliado de 800 para 1,6 mil. De acordo com o tucano, ontem foi um dia muito especial para a população de Mogi e região. "Completamos o ciclo de tratamento de câncer, todas as neoplasias, desde o diagnóstico, cirurgias, quimioterapias. Vamos dobrar a capacidade de atendimento. E, finalmente, a parte mais completa de radioterapias. O equipamento já está instalado e começa a atender hoje (ontem), com paciente já agendado", aponta. O secretário de estado da Saúde, David Uip, acrescenta que os pacientes que já estão em atendimento em São Paulo continuam lá, desde que eles queiram. "Mas cabe ao médico responsável decidir a transferência. A decisão é do paciente e da instituição", comenta. Com a inauguração do setor de radioterapia do Centro Oncológico, pacientes com câncer contarão com atendimento integral no Luzia, hospital que compõe a Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer e é referência no Alto Tietê. No total, o Estado investiu R$ 27,2 milhões para a implantação do novo setor, entre recursos destinados às obras de construção do prédio e à aquisição do acelerador linear, equipamento utilizado na radioterapia. Para o prefeito de Mogi, Marcus Melo (PSDB), o equipamento é mais uma conquista para a cidade. “Quando houve o descredenciamento do antigo serviço de radioterapia, em 2012, o prefeito Marco Bertaiolli e o secretário Téo Cusatis foram à Secretaria de Estado da Saúde buscar soluções. Felizmente, o atendimento hoje é uma realidade para a nossa cidade e certamente irá diminuir o sofrimento das pessoas que precisam de tratamento. Hoje é dia de agradecer”, afirmou Melo. O coordenador da Oncologia, Paulo Vilas Boas, completa que 90% dos casos de câncer detectados na região poderão ser tratados em Mogi. "Temos a integralidade do atendimento, acesso de qualidade e especializado". O setor fará 300 sessões por mês, na fase inicial. A expectativa é duplicar o número de atendimentos até o final do ano, quando pode chegar a 600 sessões mensais. O Luzia de Pinho Melo, habilitado como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), recebe, em média, 90 pacientes com casos novos de câncer por mês. Em 2016, realizou cerca de 10.442 atendimentos oncológicos, inclusive, consultas, quimioterapia e hormonioterapia. No ano passado, o número de atendimentos cresceu 17,3%, em comparação ao balanço de atendimentos de 2015. VERBA Questionado sobre as reclamações de redução de repasses e falta de insumos para o setor, Uip frisa que a verba do governo federal é insuficiente. "Há falta de repasse de 14% do Ministério da Saúde. Hoje o Ministério arca com o custo da saúde de São Paulo com 25%. Vou te dar números: a saúde pública de São Paulo custa R$ 50 bilhões. O Ministério disponibiliza para todos os estados e municípios R$ 80 bilhões. O Ministério já colocou na saúde pública do Estado de São Paulo 39%. Hoje coloca 25%. Então falta custeio federal", aponta. Também estiveram presentes no evento os prefeitos de Suzano, Rodrigo Ashiuchi e de Poá, Gian Lopes, ambos do PR, além dos chefes dos executivos de Arujá, Salesópolis e Guararema, também o deputado estadual, Estavam Galvão de Oliveira (DEM), entre outros parlamentares, o senador Jose Anibal (PSDB), secretários, vereadores, entre outras autoridades.

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