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Jornal Diário de Suzano - 14/06/2024
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Região

Orelhões caem em desuso e pouco mais de 2 mil ‘sobrevivem’ na região

Cerca de 4 mil foram desativados em menos de 2 anos na região, segundo levantamento

22 junho 2019 - 21h45Por Aline Moreira - da Região
O celular é considerado hoje uma ferramenta de uso indispensável para boa parte da população mundial, isso porque o aparelho se tornou a forma de comunicação mais instantânea e ágil dos quase 20 anos de século XXI. Portanto, é de se esperar que os orelhões, famosos na década de 1970, 80, 90, 2000 e até 2010, fossem cair em desuso por conta da avançada tecnologia dos smartphones. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 2.034 orelhões ainda "sobrevivem" no Alto Tietê. 
 
O número atual é inferior ao apresentado em outubro de 2017 pela empresa de telefonia Vivo, onde 6,3 mil aparelhos ainda estavam funcionando na região. Ou seja, houve uma redução significativa de 4,2 mil orelhões nas dez cidades do Alto Tietê. 
 
De acordo com a Anatel, após a aprovação do decreto que consta o fim de algumas obrigações das concessionárias em manter um determinado número de orelhões nas cidades, a Agência estima que até o fim de 2019 aconteça uma redução de 77% na quantidade de orelhões em comparação com dezembro do ano passado, isso em todo o território brasileiro.
 
Atualmente em Arujá, 116 aparelhos estão espalhados pela cidade; Biritiba-Mirim possui 45 orelhões; 176 estão em Ferraz de Vasconcelos; 42 telefones públicos estão espalhados por Guararema; 343 estão localizados em Itaquaquecetuba; Mogi das Cruzes é o município com o maior número da região, 684 orelhões estão disponíveis aos mogianos; 160 estão espalhados em Poá; 25 em Salesópolis; 91 em Santa Isabel e Suzano conta com 352 aparelhos. 
 
Os orelhões de Suzano estão localizados, em sua maioria, na área central da cidade. Uma boa parte permanece sem danos físicos, porém nem todos funcionam. O acumulo de sujeira e pichações também podem ser notados em boa parte dos aparelhos. Segundo a Anatel, do total de orelhões na região, 193 se encontram em manutenção. 
 
A Vivo garante que as manutenções são realizadas para manter a funcionalidade dos aparelhos. "A empresa possui sistema remoto que detecta defeitos. Além disso, é realizada vistorias periódicas e presenciais dos orelhões para garantir o pleno funcionamento dos aparelhos à população", assegura. 
 
A Vivo ainda informou que cerca de 25% dos telefone públicos do Estado sofrem algum tipo de vandalismo nos últimos anos e que a ação pode ser prejudicial ao aparelho, mesmo que a ação de vândalismo não seja visível. "Para solicitar reparos, o usuário pode entrar em contato com a Central de Atendimento 103 15 (ligação gratuita) que funciona 24 horas". 
 
UTILIZAÇÃO
 
Por conta do uso massivo do celular e dos serviços móveis de internet, a Vivo entende que a utilização dos orelhões está em declínio. Segundo a empresa, em 2018, os telefones públicos do Estado tiveram, em média, utilização de 1 crédito a cada 4 dias, número considerado inferior a 1 crédito por dia - que equivale a uma chamada entre zero e dois minutos. 
 
"Desta pequena parte da base que ainda é utilizada, quando comparamos os 2 primeiros meses de 2019 com o mesmo período de 2018, a utilização reduz em 50%, enquanto temos em média utilização de 1 crédito a cada 3 dias no 1º bimestre de 2018, em 2019, a utilização é de apenas 1 crédito a cada 6 dias, quase 1 crédito por semana", afirma. 
 
Apesar de difícil, é possível encontrar algumas pessoas utilizando os telefones públicos. Quando utilizam, sempre justificam a ação dizendo que o celular está descarregado ou sem créditos para ligações e/ou mensagens. 
 
O perfil dos usuários ainda pode ser notado como sendo mais velho, ou seja, idosos são o principal público alvo dos telefones públicos. 

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