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Região

Santa Casa de Mogi das Cruzes suspende atendimento na Maternidade após superlotação

Decisão foi tomada após uma reunião realizada entre a diretoria do hospital e o secretário de Saúde, Téo Cusatis, em função da superlotação

29 junho 2017 - 18h30Por De Mogi

Atualizado às 19h07

A Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes anunciou que está suspendendo temporariamente o atendimento da Maternidade a partir desta quinta-feira (29). A decisão foi tomada após uma reunião realizada entre a diretoria do hospital e o secretário de Saúde, Téo Cusatis, em função da superlotação registrada nos últimos dias.

Nesta manhã de quinta-feira, a Maternidade contava com 73 pacientes internadas para um total de 38 vagas. Deste total, 25 foram acomodadas em outras enfermarias da Santa Casa. “É uma situação muito preocupante e que exige, mais uma vez, a adoção de medidas emergenciais visando evitar danos irreparáveis às pacientes que procuram ou que já estão em acompanhamento na unidade”, afirmou o secretário.

Apesar da superlotação da Maternidade, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal se mantém, até o momento, dentro da normalidade. “Felizmente, a situação é preocupante apenas na Maternidade, porque a grande maioria dos bebês que nasceram nos últimos dias está saudável, com peso normal e podendo desfrutar do alojamento conjunto com as mães”, pontuou o diretor técnico da Santa Casa, Ricardo Bastos.

Desde o mês passado, a Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes tem registrado aumento significativo na demanda da Maternidade. O prefeito Marcus Melo (PSDB) e o secretário Téo Cusatis estiveram com o secretário estadual de Saúde, David Uip, para pedir apoio do governo do Estado na ampliação da Maternidade na Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes ou a possibilidade de implantação de um novo serviço. A instituição também busca a adequações de layout dos setores para buscar uma solução mais imediata.

Superlotação

No mês passado, a unidade mogiana já havia registrado superlotação na maternidade. Na ocasião, o local - que tem 38 leitos - estava atendendo 71 gestantes. A provedoria da unidade informou, na época, que acredita que um dos fatores para esta alta é o desemprego, que fez com que os mogianos migrassem para o sistema público. A Prefeitura informou que, dentro da capacidade normal, são realizados cerca de 10 a 15 internações por dia.

Suzano

No fechamento da Maternidade, em maio, o atendimento na unidade de Suzano aumentou 20%. Questionada na quinta-feira (29) sobre a demanda da Santa Casa mogiana migrar para a Maternidade suzanense, a Prefeitura de Suzano informou que o atendimento segue normal e que o hospital pode servir de apoio para a demanda antes direcionada a Mogi das Cruzes.

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