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Jornal Diário de Suzano - 01/03/2024
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Região

Sindicatos criticam 'pouco' reajuste do salário mínimo

Para os sindicatos, o reajuste para as categorias deve seguir o aumento real da inflação. Desta forma os trabalhadores conseguem arcar com as despesas de casa

18 dezembro 2022 - 20h00Por Guynever Maropo - da Região
Os sindicatos da região desaprovam o reajuste do salário mínimo que foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira (12), por meio da Medida Provisória (MP), aumentando o valor do salário para R$ 1.302. Para eles, o valor é muito aquém. 
 
Para os sindicatos, o reajuste para as categorias deve seguir o aumento real da inflação. Desta forma os trabalhadores conseguem arcar com as despesas de casa e ter lazer.
 
O valor terá reajuste de cerca de 1,5 % acima da inflação, será o primeiro ganho real concedido desde que Bolsonaro assumiu o cargo, em 2019. Nos últimos três anos o mínimo não teve aumento real, ou seja, acima da inflação.
 
A MP foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Será enviada ao Congresso Nacional, que ainda poderá alterar o valor, mas a MP já começa a produzir efeitos a partir do dia 1º de janeiro de 2023.
 
A correção é de R$ 90, sobre o atual piso, de R$ 1.212. Essa taxa é a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deste ano, estimado em 7,41% no terceiro relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas.
 
Segundo nota do Ministério da Economia e do Ministério do Trabalho e Previdência, a correção do valor do salário mínimo de 2023 considera uma variação estimada de 5,81% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), no período de janeiro a dezembro de 2022, acrescida de um ganho real em torno de 1,5%. 
 
Os trabalhadores que recebem por dia ou por hora, o valor mínimo a ser pago na jornada será, respectivamente, de R$ 43,40 e R$ 5,92.
 
Sindicatos
 
O Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano tem uma média salarial acima do valor do salário mínimo atual. A média da categoria custa R$ 2,8 mil. O presidente Pedro Benites diz que o valor pago para a categoria é baixo e não sustenta uma família que arca com as despesas de alimentação, aluguel, contas e não consegue ter direito ao lazer.
 
“Os princípios básicos e constitucionais do salário mínimo teriam que valer para as pessoas terem direito de fazer o básico. Nos governos passados o mínimo tinha um aumento real acima da inflação e havia uma valorização para o salário”, afirma Benites.
 
O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Mogi e Região (SindSaúde) defende o valor corrigido pela inflação. Para a presidente Kátia Aparecida, o aumento precisa acontecer para os trabalhadores não sofrerem com a perda que tiveram nos últimos quatro anos.
 
“A porcentagem foi do ganho real. Mas não é satisfatório”, disse Kátia.
 
O Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio) também tem uma base salarial acima do mínimo. A medida não impacta nos salários dos comerciantes da região. A categoria conseguiu recentemente através da convenção coletiva do trabalho um reajuste de 8,83% em cima do Índice Nacional de Preços do Consumidor que eleva o valor médio variando de R$1,5 mil a R$1,6 mil dependendo da categoria. 
 
“O aumento não reflete diretamente no piso do comerciário. Mas todos os salários devem seguir o piso mínimo da categoria”, explica o presidente Valterli Martinez.