Em auditoria, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) divulgou a lista das prefeituras que tiveram suas contas aprovadas ou rejeitadas no exercício de 2017. Das dez cidades que compõem o Alto Tietê, quatro receberam pareceres desfavoráveis. Dentre estas estão Biritiba Mirim, Itaquaquecetuba, Poá e Salesópolis.
A média de reprovação da região é maior que a do Estado. No Alto Tietê, 40% das prefeituras tiveram as contas rejeitadas. No Estado, essa porcentagem é de 25%.
Em Biritiba Mirim, houve déficit de 7,01%, (que corresponde a R$ 4.352.790,60 milhões) no resultado da execução orçamentária. Além disso, o Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM) que contabiliza as áreas da educação, saúde, planejamento, fiscal, ambiental, cidadania e tecnologia, recebeu resultado C, que corresponde a um baixo nível de adequação do município.
O mesmo aconteceu com Itaquaquecetuba, com déficit de 1,95% (R$ 10.408.809,19) em 2017. O IEGM do município apresentou baixo nível de adequação, com exceção da saúde, que recebeu nota C+ que confere que a cidade está ‘em fase de adequação’.
Em Poá, o tribunal aferiu baixo nível de adequação. Segundo o relatório divulgado, O IEGM de 2017 “remete à consecução de políticas públicas e ações governamentais em patamares piorados em comparação aos exercícios anteriores". A dívida ativa do município também aumentou 17,02% em relação a 2016, passou de R$ 163.262.929,83 para R$ 191.044.991,01 milhões.
Já em Salesópolis, o déficit foi de 0,17% (R$ 66.979,58), concluindo o parecer desfavorável as contas da cidade. O IEGM geral do município recebeu nota C+, concluindo que a municipalidade está em fase de adequação aos itens abrangidos pelo tribunal.
As demais cidades do Alto Tietê (Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Mogi das Cruzes, Santa Isabel e Suzano) receberam parecer favorável ao balanço das contas do exercício de 2017.
Segundo o TCESP, vários motivos podem contribuir para a desaprovação das contas de um município. Entretanto, a principal causa para a rejeição é o desequilíbrio entre a receita e a despesa das cidades.
Nesta última auditoria, quase metade (49%) das prefeituras do Estado que receberam parecer desfavorável estão enquadradas em infrações relativas ao orçamento. Depois disso, aparecem as despesas relacionadas gastos com pessoal, representando 41% das reprovações.
Os demais motivos estão divididos entre os parâmetros que são analisados pelo TCE, como gastos com a educação, saúde, remuneração de profissionais do magistério, pagamento de precatórios, recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), remuneração de agentes políticos, pagamento de encargos sociais e despesas com o quadro de pessoal.
Os balanços enviados pelos municípios ao TCE são contabilizados até o dia 31 de março de cada ano, quando ocorre o fechamento do ano-fiscal.
Após análise feita pelos técnicos Corte, um parecer prévio é elaborado e divulgado até o último dia do ano seguinte ao envio dos balanços.
Após o trânsito em julgado (quando não há mais espaço para recurso conforme a constituição), todos os relatórios e pareceres são encaminhados para a Câmara Municipal das respectivas cidades para julgamento final. Estes só podem ser anulados por decisão de pelo menos dois terços do Legislativo.




Tribunal de Contas do Estado analisou as contas públicas das cidades da região - (Foto: TCE/Divulgação)




