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Região

Vereadores presos em Mogi são levados para presídio de Tremembé

Operação "Legis Easy" resultou na prisão de 5 vereadores de Mogi e 3 empresários por suspeita de corrupção

09 setembro 2020 - 23h30Por Lucas Lima - de Mogi
Os quatro vereadores presos em Mogi das Cruzes por suspeita de corrupção, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro foram transferidos, ontem de manhã, para o presídio de Tremembé, localizado no Vale do Paraíba. Um quinto vereador segue em prisão domiciliar por questão de saúde. Além disso, a Câmara de Mogi afirmou que foram suspensos os salários tanto dos vereadores quanto dos assessores.
 
A Operação "Legis Easy", do Ministério Público, resultou na prisão de cinco vereadores de Mogi das Cruzes e três empresários por suspeita de corrupção. A ação foi realizada, na manhã da última sexta-feira, pela Polícia Militar (PM).
 
De acordo com o Ministério Público, a operação faz parte de uma investigação da Promotoria do Patrimônio Público. Ao todo, foram 12 mandados de prisão. Além dos oito cumpridos, faltam ainda outros quatro. A polícia segue em busca dos suspeitos.
 
No momento, os vereadores transferidos para Tremembé foram Carlos Evaristo da Silva (PSB), Diego de Amorim Martins (MDB), Jean Lopes (PL) e Mauro Araújo (MDB). O vereador Francisco Moacir Bezerra (PSB) permanece em prisão domiciliar por problemas de saúde.
 
O vereador Antônio Lino (PSD) também teve o mandado de prisão expedido, mas continua foragido.
 
Além dos 12 mandados de prisão, houve também 12 mandados de busca e apreensão. A ação do Ministério Público é a continuidade de uma operação no gabinete do vereador Mauro Araújo, realizada em 2019. Na época, celulares e documentos foram apreendidos. Também houve quebra de sigilo bancário.
 
De acordo com a Promotoria, a investigação aponta corrupção na Câmara e em contratos com a Secretaria Municipal de Saúde de Mogi das Cruzes e com o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae). O MPSP apura se houve organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
 
Câmara de Mogi
 
A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes recebeu do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), na tarde da última sexta-feira, uma determinação para o afastamento do vereador Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB) de suas funções, em razão de prisão preventiva na modalidade de prisão preventiva domiciliar.
 
Na manhã de ontem, o TJ-SP comunicou o Legislativo sobre o cumprimento dos mandados de prisão preventiva dos funcionários da Câmara.
 
No comunicado, não houve menção ao vereador Antônio Lino da Silva. 
 
O presidente Rinaldo Sadao Sakai (PL) determinou que fossem adotadas as medidas necessárias para que sejam suspensos os pagamentos dos subsídios dos referidos vereadores a partir da data da determinação das prisões preventiva, bem como dos funcionários detidos, os quais serão exonerados de seus cargos a partir de hoje. 
 
Será encaminhado ao prefeito Marcus Melo (PSDB), um requerimento assinado por todos os vereadores, solicitando cópia de todos os contratos relacionados a investigação. A Câmara de Mogi se colocou à disposição.

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