Moradores do Jardim Monte Cristo, em Suzano, que residem próximo ao Viaduto do Rodoanel Mário Covas (SP-21), reclamam do lixão clandestino que se formou no local há cerca de 2 anos. Segundo moradores, a situação é crítica, pois em dias de chuva, o rio Guaió (localizado próximo as residências e ao viaduto) transborda, levando sujeira para dentro das casas.
Além desse problema, com a implantação do viaduto pelo local e a desativação da antiga unidade da escola do Serviço Social da Indústria (Sesi), a Rua Ouro (a mais afetada) ficou com acesso prejudicado para carros. O DS esteve no local para verificar a situação. Em dois pontos da rua, sendo um próximo a antiga escola, entulhos e restos de materiais de construção podem ser vistos. A quantidade de mato alto próximo as pilastras do viaduto e perto do Rio também chamam a atenção.
A Prefeitura de Suzano informou que vai avaliar a situação e traçar estratégias para evitar o descarte irregular de lixo no local. "A pasta de Manutenção e Serviços Urbanos, juntamente com a pasta de Meio Ambiente, vem trabalhando de maneira contínua no combate ao descarte irregular de resíduos residenciais e entulho em áreas do município, em conjunto com a Guarda Civil Municipal (GCM) e demais autoridades, para identificar, multar e interromper tais operações ilegais, principalmente em Áreas de Preservação Ambiental (APA's)", garante.
A aposentada Felina Pereira, de 78 anos, conta que o problema começou após a desativação. "É terrível essa lixão por aqui, só serve para atrapalhar a vida da gente. Atrai muitos animais peçonhentos e vive com mau cheiro. Moradores de outros bairros vêm jogar as coisas aqui. Já pedimos ajuda para o prefeito, mas nada é feito. Depois que o Sesi foi desativado, ficamos esquecidos por aqui", explica.
Sobre a segurança do local, Felina conta que após a implantação da passagem do Rodoanel, muitos usuários de drogas transitam com freqüência por baixo do viaduto. "Assalto aqui é constante por dois motivos: pela proximidade com a Avenida Brasil e pela proximidade com o viaduto. Eles se escondem no mato e atacam a noite", relata.