A procura por imóveis em Suzano ainda não apresentou grande retomada no mercado. A informação parte do presidente da Associação dos Corretores de Imóveis de Suzano (Acoris), Ademilson Alves Bernardes. Segundo o corretor, a cidade segue o crescimento estadual de 18% estipulado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), no ano passado.
Ademilson ressaltou que a melhora ainda é sensível, assim como os resultados analisados no fim de 2017. "Essa melhora a gente não conseguiu sentir de forma efetiva. Agora, para o ano de 2018, acho que não muda muito pela instabilidade econômica e política, principalmente. Em ano de Copa do Mundo o pessoal fica 'em cima do muro' para investir. Já em 2019, muita coisa deve mudar pelas eleições, depende muito da construção civil".
De acordo com o presidente da entidade, o mercado de Suzano hoje gira entorno das moradias populares. Fato que pouco influencia nas corretoras de imobiliárias, já que os moradores adquirem o empreendimento por meio de programas sociais do governo e financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF). "Esse é o público da classe média, com moradias que variam de R$ 120 mil a R$ 180 mil".
Para o corretor, as áreas residenciais do município mais procuradas são a Vila Figueira, Vila Amorim e Jardim Imperador. Sendo que o preço, tanto de moradias quanto salas comerciais, dependem de uma série de fatores, não apenas a localização. "A questão é de que se trata de um salão comercial ou sobreloja, conservação do prédio, acabamento da construção e amplitude. É uma série de coisas de precisa ser avaliada para estipular um preço".
Apesar disso, é possível traçar as vias mais procuradas pelos comerciantes, como a Rua General Francisco Glicério, Rua Benjamin Constant, Avenida Antônio Marques Figueira e Avenida Armando Salles de Oliveira. "Tudo depende também do perfil do comércio. A Avenida Antônio Marques Figueira, por exemplo, é mais procurada por oficinas que querem se instalar no centro".