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Cidades

Cetesb solicita monitoramento de riscos no Cemitério São João Batista

Objetivo é determinar área e fonte de contaminação. Orientação é feita pela companhia ambiental

28 outubro 2018 - 00h10 Por Marília Campos - De Suzano
A Secretaria de Meio Ambiente abriu edital de contratação para empresas que prestem serviço de investigação detalhada e análise de risco no Cemitério São João Batista, na região do Raffo, em Suzano. De acordo com a pasta, o trabalho foi solicitado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para avaliar as condições do cemitério do Raffo de demais instalações em outros municípios paulistas. No ano passado, o cemitério suzanense exumou corpos devido a suspeita de contaminação por necrochorume. O local é atualmente monitorado e o serviço solicitado pela Cetesb tende a dar continuidade aos trabalhos ainda pendentes, como a delimitação da área afetada. Riscos à população já foram descartados. 
 
O cemitério São João Batista é acompanhado pela secretaria do Meio Ambiente desde o final do ano passado, quando mais de 80 sepulturas perpétuas tiveram que ser exumadas na área em que havia suspeita de contaminação. Na época, a Cetesb, por meio da Agência Ambiental de Mogi das Cruzes, informou que a ocorrência por necrochorume poderia acontecer, uma vez que as instalações do cemitério são antigas e não previam os sistemas de proteção ambiental atualmente adotados. 
 
O caso foi tratado como impacto ambiental, devido à ausência de normas durante a implantação do cemitério, há 40 anos. Após a constatação, a segunda etapa seria determinar a extensão da área afetada e o que causa o problema. Tal estudo deverá acontecer a partir da contratação desta empresa. A tecnóloga ambiental da Prefeitura, Natacha Nakamura, explica que a contaminação foi confirmada, como esperado, mas não há riscos à população. Seria apenas uma questão ambiental. "A empresa vai quantificar essa contaminação e delimitar a área afetada. O contrato com será de nove meses, com execução em até quatro meses para darmos um retorno à Cetesb. A partir daí, a Companhia aprova nosso plano. O processo não é demorado". 
 
Atualmente, o monitoramento da situação no cemitério ocorre por meio de oito sondas sob o solo, assim como nos postos de gasolina, por exemplo. "A expectativa é de que as sondas instaladas permaneçam, exceto se houver algum problema técnico pontual durante o serviço da empresa. É uma continuação do trabalho que já desenvolvemos", diz Natacha. 
 
Contaminação
 
A contaminação por necrochorume nos cemitérios ocorre, geralmente, pela falta de planejamento ambiental nas estruturas mais antigas. A substância provém da decomposição de cadáveres e pode conter metais pesados- o que já foi descartado pela tecnóloga ambiental. 

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