Em razão das chuvas dos últimos dias, um trecho não asfaltado da Rua Gino Marques da Cunha localizado no Parque Umuarama, em Suzano, vem sofrendo com o lamaçal que se formou no local. Por conta disso, motoristas e moradores ficam 'ilhados' e impossibilitados de sair de casa por causa do chão escorregadio.
Segundo relatos dos moradores, o problema com a lama persiste há mais de cinco meses, quando a Prefeitura assentou o solo e prometeu cascalhar o local. "Os pedregulhos nunca chegaram. Eles só passaram a máquina e deixaram a terra, que facilmente vira lama com um pouco de chuva. Essa Rua sempre foi desfalcada, além desse problema, os moradores do fim da Rua sofrem com a falta de esgoto. A Sabesp também tinha prometido fazer o esgoto e até agora nada", conta o comerciante José Maria da Silva, de 65 anos, morador do bairro há 27 anos.
Em nota, a Prefeitura informou que está em contato com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para discutir o assunto. No começo deste mês, a Prefeitura realizou uma reunião entre integrantes do Executivo e da Companhia. "Nesta rua especificamente, os trabalhos executados são referentes a um projeto muito antigo. Por isso, a secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos vai levar a questão à Sabesp no próximo encontro para estudo. A avaliação inicial é que o local apresenta um desnível que pode ter prejudicado as obras. A pasta vem realizado a recuperação asfáltica em diversos pontos da cidade, assim como o serviço de nivelamento e cascalhamento nas vias de terra", garante.
O aposentado Luiz José da Silva, de 52 anos, reside na Rua José Alves, adjacente à Rua Gino Marques. No local, além da falta de asfalto, os moradores sofrem com o problema de esgoto.
"Vivemos aqui com o esgoto a céu aberto", explica. "Está complicado viver assim. A Prefeitura promete, a Sabesp promete e nada é resolvido.", diz o funileiro Gilson Carlos, de 48 anos. Em resposta, a Sabesp informou que realizou projeto para implantação de rede coletora de esgoto na Rua José Alves. Porém, por se tratar de uma obra que vai utilizar o método não destrutivo e de alta complexidade, o cronograma para execução do serviço ainda não foi definido. "A Companhia também esclarece que executou os serviços na rede de esgoto no trecho da Rua Gino Marques da Cunha onde não há asfaltamento", explica.