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Opinião jurídica

Tanoeiro não vê justificativa da Câmara de Suzano sobre ‘cortes’

Em entrevista ao DS, Tanoeiro comentou também as mudanças políticas que o País vêm passando

24 novembro 2018 - 17h39 Por Aline Moreira - de Suzano
O advogado - ex-secretário de Assuntos Jurídicos da gestão do ex-prefeito de Suzano, Marcelo Candido - Marco Tanoeiro, foi um dos entrevistados do programa "DS Entrevista" desta sexta-feira (23)
. 
Na ocasião, Tanoeiro comentou sobre as mudanças políticas que o País vêm passando, fez críticas ao candidato eleito à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL) e comentou sobre os cortes de assessores e veículos que a Câmara de Suzano realizou recentemente. 
 
"A justificativa de reduzir custos, não se sustenta, em minha opinião. A Câmara recebe um percentual do orçamento do município e os presidentes de casa de leis são os que fazem a gestão desses recursos. Não me parece que a diminuição de um assessor tenha tanto impacto a ponto de justificar isso", opina. 
 
Tanoeiro explicou que a discussão do assunto rodeia os cargos comissionados e cargos concursados. "Essa é uma discussão antiga e que tem que ser retomada pelos presidentes das Câmaras. O Ministério Público defende que os cargos comissionados são muito altos, comparados aos cargos concursados. O problema é que o Ministério não entende que a casa de leis é um local político e que o assessor é a ponte do vereador na comunidade. Quando esse cargo é concursado, essa relação fica limitada, porque há uma relação de confiança entre o assessor e o parlamentar", explica. 
 
Tanoeiro acredita que a discussão vem sendo esquecida pelos presidentes, que temem ter as contas da Câmara rejeitadas. "Vai chegar um momento que o Ministério Público vai tirar os assessores e se isso acontecer, como vai ficar a situação", questiona. 
 
Tanoeiro também se colou contra a devolução dos carros da Câmara, alegando que os automóveis são um bem público e que a discussão central deveria ser focada na utilização e fiscalização dos veículos.

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