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Jornal Diário de Suzano - 14/04/2024
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Cidades

400 produtores rurais são afetados com queda de vendas

De acordo com o Sindicato Rural, a cidade ainda perdeu nos últimos anos 28% de agricultores devido a falta segurança

03 setembro 2017 - 16h30Por Lucas Lima - De Suzano
Pelo menos 400 produtores rurais de Suzano foram afetados diretamente com a queda de vendas registradas pela alta produção e pouca procura nos últimos meses. A informação foi concedida pelo Sindicato Rural. De acordo com a entidade, a cidade perdeu nos últimos anos 28% de agricultores devido a falta segurança. Além disso, destacou que o forte do município é a produção de hortaliças folhosas.
 
Segundo o presidente do sindicato suzanense, Ricardo Sato, a maioria dos agricultores sofre com a muita oferta e pouca demanda de procura. "É natural, estamos saindo do inverno e entrando na primavera, quando a planta se desenvolve melhor e consequentemente tem mais oferta na chácara. No próximo mês a situação deve melhorar e o equilíbrio da oferta e a procura se restabelecerá", explicou. 
 
Sato também comentou sobre a perda de produtores rurais na cidade. Isso porque a maioria das áreas rurais mais próximas ao Centro são alvos de furtos e roubos frequentemente. "Perdeu nos últimos anos 28%. Alguns que deixaram o sítio ou por aposentadoria, outros por causa de oportunidade de negócios e resolveram comprar em outra região. Todas essas questões são relacionadas à segurança. São propriedades próximas as áreas urbanas e acabam preferindo lugares mais tranquilo, para não sofrerem problemas como de a maior parte da produção ser saqueada ou furtada".
 
Atualmente, a cidade produz mais hortaliças do tipo folhosa. Entre elas estão alface, rúcula, salsa, cebolinha, espinafre e até mesmo couve-flor. "Essa característica do município vem desde a década de 80. Os produtos são oferecidos principalmente para as regiões do Grande ABC e Baixada Santista. Os agricultores estão com expectativa de expandir para novas áreas, mas ainda como recomendação do sindicato, não vão investir no momento devido a circunstância econômica que o País se encontra. Além disso, não sabemos o dia de amanhã, então é melhor irmos com cautela", completou.