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Jornal Diário de Suzano - 26/09/2020
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Alckmin afirma que fará estudos para definir se hospital terá portas abertas

14 NOV 2015 - 07h01

A abertura do futuro Hospital Estadual de Suzano ao público foi colocada em dúvida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ontem, durante coletiva à imprensa, na cerimônia que marca mais uma etapa do "Programa Nascentes", em Salesópolis, o tucano disse que a medida ainda será discutida entre as secretarias de Saúde do Estado e do Município. A unidade será entregue, pronta e equipada, no primeiro semestre de 2016.

Nas duas últimas visitas do governador à região, inclusive, durante um encontro com o deputado estadual, Estevam Galvão de Oliveira (DEM) e a vice-prefeita Viviane Galvão, neste ano, ele havia garantido a abertura da unidade de portas abertas a população. Mesmo assim, ontem o tucano disse que a medida precisa ser discutida entre as secretarias e deixou dúvidas no ar.

De acordo com ele, a cidade já conta com um equipamento de retaguarda, o Hospital das Clínicas (HC). "Infelizmente temos muitos pacientes crônicos que não podem ir para casa porque dependem de aparelhos e cuidados 24 horas, mas também não há razão para ficar no Hospital das Clínicas, em São Paulo, porque não é caso de operação. Então cada vez mais, no mundo todo se precisa de hospitais de retaguarda", comenta.

O tucano adianta que o Estado controi um novo hospital, para atender Suzano e região. Com isso, ele afirma que a cidade contará com mais uma estrutura. "Suzano terá as duas coisas, um hospital de retaguarda e um hospital para atender a comunidade", diz.

Sobre funcionar de portas abertas, o governador frisa que esta é outra questão. "Se é porta aberta ou não? Essa é outra discussão. Em minha opinião, como médico, eu não recomendo. Porque você pega um hospital para média e alta complexidade, preparado para casos graves e deixa de portas abertas e ele vira um Pronto-Socorro. Vai todo mundo para lá e um caso mais grave que necessita de internação é prejudicado", explica.

Ainda segundo ele, o sistema de saúde precisa ter uma hierarquização, com atendimento primário, emergencial e hospitalar. "O paciente sabe que na Unidade Básica de Saúde, onde ele é referenciado tem o médico de família, sabe onde está o ambulatório e onde tem especialidade e o hospital. Então, a experiência sempre mostra que o problema em ter o hospital aberto com emergência é que ele vira um grande Pronto-Socorro e você perde o objetivo do hospital com atendimento de casos mais graves. Mas este tema será discutido entre as pastas do Estado e do município. Isso ainda será definido", conclui.

O novo hospital, de média e alta complexidade, terá 120 leitos. A estrutura tem área de 8,9 mil metros quadrados e junto com o HC somará 260 leitos. Destes, 12 são em hospital-dia, nove unidades de terapia semi-intensiva e três para pós-cirúrgico.

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