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Jornal Diário de Suzano - 21/05/2024
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Cidades

Após denúncia do Ministério Público, Vigilância interdita clínica irregular com 46 idosos

Local não tinha documentação nem estrutura física para acomodar as 46 pessoas que estavam hospedadas

14 dezembro 2022 - 05h00Por de Suzano
A Vigilância Sanitária de Suzano interditou nesta segunda-feira (12/12) uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) na rua das Varinhas, no Jardim Mimosa, distrito de Palmeiras. A intervenção ocorreu em razão de o local não ter autorização para funcionamento e comportar mais pessoas do que pode suportar. O órgão teve conhecimento da situação após receber denúncias do Ministério Público e da Ouvidoria Municipal.
 
Durante a fiscalização, os agentes puderam perceber a falta do Laudo Técnico de Avaliação (LTA), que atesta a situação do imóvel, e a quantidade de pessoas no local, 46 ao todo, entre homens e mulheres, inadequada para as condições do espaço. “Esse número de internos é incompatível. A estrutura física não comporta tudo isso, e ainda existe a falta de banheiros no local para todos os usuários dessa ILPI”, destacou o diretor da Vigilância Sanitária, Mauro Vaz. “Isso sem contar que não há qualquer documentação para o funcionamento dessa entidade, o que a configura como uma clínica clandestina”, completou.
 
Com base nisso, o local foi interditado e os responsáveis pela instituição terão dez dias para poder encaminhar os idosos, alguns deles cadeirantes e com algumas patologias, como diabetes, para os respectivos familiares. Esse procedimento será monitorado pela própria Vigilância Sanitária, pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social e pelo Conselho Municipal do Idoso (Comid). “O prazo começou a correr na segunda-feira, porém o espaço deve ser regularizado, e para isso é preciso contratar um arquiteto para emitir o LTA. Até lá não pode haver nenhum interno e o local segue fechado”, apontou Vaz.
 
Orientação
 
A interdição da clínica também motivou a ida do dono da propriedade até a Vigilância Sanitária para tomar conhecimento sobre o que está ocorrendo com o imóvel. “Chamamos o proprietário para que ele pudesse ficar ciente do que encontramos na ação. No caso desta ILPI, além de ser clandestina, existe a degradação do local, dívidas de contas de luz e aluguel. É importante que tenham conhecimento do que ocorre com os imóveis quando as clínicas clandestinas são instaladas”, definiu.
 
Para buscar diminuir a quantidade de fiscalizações e, consequentemente, reduzir a quantidade de locais irregulares, a Vigilância Sanitária e a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social se reuniram em 29 de novembro com representantes de imobiliárias vinculadas à Associação dos Corretores de Imóveis de Suzano (Acoris), a fim de buscarem meios de combater a instalação de ILPIs e de demais estabelecimentos terapêuticos clandestinos em imóveis alugados. O objetivo foi orientá-los a fecharem negócio somente com entidades regulares.

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