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Raul Brasil

Atividades de acolhimento se estendem durante a semana

Duas semanas após o atentado, movimentação de visitantes que prestam homenagens às vítimas diminui

27 março 2019 - 23h56Por Dennis Maciel - Suzano
Durante os próximos dias, os alunos da Escola Raul Brasil continuarão a participar de atividades de acolhimento. A escola está aberta para as turmas regulares, mas ainda não definiu o dia de retorno oficial das aulas. 
 
Os arredores da instituição amanheceram com poucos visitantes. Mesmo assim, moradores ainda depositaram suas homenagens no local.
 
Duas semanas depois do ataque brutal, alunos e professores começam a retomar a rotina escolar. Durante o período de aula, os alunos participam de atividades de acolhimento, com dinâmicas, leitura das cartas de apoio, apresentação de música, exibição de filmes, entre outras ações. De acordo com o cronograma da escola estas atividades irão se estender durante a semana.
 
Retorno Oficial
 
Como a data do retorno oficial das aulas ainda não foi definida, cerca de metade dos alunos ainda não retornaram a escola. 
 
De acordo com a Secretaria de Educação do Estado as data de retorno das aulas normais será definida em função do trabalho com os alunos e professores nesta semana.
 
Para a aluna Kethleen Adriele, que estava presente no dia do ataque, retornar a escola foi muito difícil. "Lembro do barulho dos tiros até agora. As atividades que aconteceram durante a semana foram essenciais para confortar o nosso coração. A gente sente medo, mas por conta do acolhimento fica mais fácil de lidar com a situação", conta.
 
A estudante Talita dos Santos, 17 anos, explica que os grupos de apoio são essenciais para o processo de recuperação dos alunos. "Nós ajudamos uns aos outros, desabafando sobre nossos sentimentos e ouvindo a quem precisa. As atividades são interessantes e muito legais. Eu me sinto abraçada pela escola", conta.
 
Do lado de fora, a movimentação é tranquila comparada com os últimos dias, poucas pessoas prestam homenagem às vítimas e poucos veículos de imprensa permanecem no local. O que mais chama atenção de quem passa em frente ao local são os grafites feitos por Francisco Oliveira, que representam os rostos das sete vítimas do massacre.
 
De acordo com a Secretaria de Educação do Estado, durante os próximos dias, técnicos da Secretaria Estadual de Justiça, continuam na escola para atendimentos individuais e coletivos. Os acolhimentos de saúde mental serão oferecidos em todas as Unidades Básicas de Saúde e nos 4 CAPS.

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