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Cidades

Baleia Azul: Pais devem ficar alerta e monitorar redes sociais

30 abril 2017 - 08h01

Estar atentos às redes sociais acessadas pelos filhos e o uso da internet são alguns dos cuidados que os pais podem tomar para evitar que crianças e adolescentes acessem comunidades tóxicas ou jogos mortais, como o da Baleia Azul, "brincadeira" que tem por objetivo o suicídio do participante. De acordo com o delegado plantonista de Suzano, Cleverson Omena, os pais devem fiscalizar os filhos, principalmente, quando se trata das redes sociais. "É obrigação moral e legal dos pais olhar os sites que os filhos acessam. Verificar o que eles fazem no computador e ficar atentos as postagens que eles fazem. Em Ferraz de Vasconcelos, onde dou expediente nenhum caso foi registrado sobre o jogo Baleia Azul, por exemplo, em Suzano, onde atuo como plantonista, também não houve registros nos plantões", adianta. Omena frisa que caso os pais tenham suspeitas da participação dos filhos, em jogos como este, é importante procurar a delegacia de Polícia para prestar um Boletim de Ocorrência (B.O.) por crime de indução ao suicídio. "O acompanhamento policial pode levar a descobrir o curador (líder) da comunidade. Esta, normalmente, é a pessoa que dita às regras. Informar a Polícia, o quanto antes, pode ajudar a evitar um dano maior, como o suicídio", pontua. Segundo o especialista em segurança pública e privada, Jorge Lordello, o primeiro passo para manter os filhos saudáveis é fiscalizar. "Hoje vivemos em um mundo em que o pai e a mãe trabalham. Não tem muito tempo, se distanciam dos filhos pelo estresse do cotidiano. O acesso pela internet faz as pessoas se aproximarem e confiarem em estranhos, este é um acesso mais fácil", completa. Lordello acrescenta ainda que o controle é mais difícil em equipamentos portáteis e por isso os pais devem orientar e limitar o uso da internet. "O jovem é curioso, entra em comunidades novas e pode se identificar ou não com elas. Se ele estiver com algum problema emocional ou psicológico, ele pode se aproximar deste tipo de jogo e ser facilmente manipulado", comenta. "Os pais precisam ter em mente que é como se os filhos estivessem na rua. Estão próximos de estranhos". O especialista ressalta ainda que é necessário fiscalizar pelo menos as redes sociais, uma vez que por meio delas é possível verificar o estado emocional dos filhos. "Pode analisar se existe algum descontrole, raiva ou outro estado emocional. Os pais também precisam trabalhar na qualidade do tempo com os filhos para que eles tenham confiança e queiram conversar quando precisam", conclui. Ao perceber os primeiros sinais de algum distúrbio ou situação equivocada, Lordello reforça que os pais devem tentar se tornar mais presentes, buscar acompanhamento psicológico e se necessário ir à delegacia para que um inquérito seja aberto.