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Jornal Diário de Suzano - 14/04/2024
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Cidades

Casa Madre Teresa cadastra 1.590 pessoas em situação de rua

Unidade de passagem, que oferece três refeições diárias e banhos, também atua na reinserção na sociedade

18 julho 2017 - 11h01Por Pâmela Queiróz - De Suzano
A Casa Madre Teresa de Calcutá de Suzano, projeto da Associação Emaús - Comunidade de Vida e Aliança, já atendeu e cadastrou 1.590 pessoas em situação de rua. A unidade de passagem, que oferece três refeições diárias e banhos, também atua na reinserção de vulneráveis na sociedade. Hoje, o espaço que é gerido a partir de doações e voluntariado, pede apoio dos suzanenses para arrecadar peças de roupas masculinas e mantimentos. 
 
Segundo a coordenadora Valdinete Ferreira, a iniciativa encabeçada pelo padre Ademir de Sá, da Paróquia Bom Pastor, e por Maria Alves teve início em 13 de dezembro de 2015. À princípio, o projeto funcionaria 24 horas por dia, mas como é administrado 100% com mão de obra voluntária, ainda não encontrou parceiros para atuar no espaço no período noturno. A casa funciona de segunda a sábado, das 7 às 21 horas.
 
"Hoje atendemos com café da manhã, às 8h30; almoço às 12h30; banho às 17 horas e jantar, às 20 horas. Mas temos no decorrer da semana palestras, roda de conversa, celebração da palavra e adoração eucarística. A nossa finalidade é levar às pessoas em situação de rua à vida normal, para o seio familiar, mercado de trabalho. Queremos devolver a dignidade a estas pessoas e retirá-las do mundo das drogas, uma vez que 90% delas têm algum envolvimento com álcool ou drogas", explica.
 
Tanto a alimentação, quanto o trabalho desenvolvido na casa, assim como o pagamento de água, luz, telefone e aluguel do imóvel, são frutos de doações e voluntariado. "Hoje temos 12 equipes - 25 voluntários, que se revezam de manhã e a tarde para fazer as refeições, o atendimento, lavar as toalhas, limpar a casa e manter tudo organizado. Para servir as três alimentações diárias dependemos de doações e ao longo do ano fazemos diversos eventos como a Noite Portuguesa e a Costela na Brasa para arrecadar recursos", detalha.
 
O projeto não recebe apoio financeiro. Hoje, a casa atende entre 30 e 50 pessoas por dia. Sendo que no período de frio, os atendimentos subiram 30%. Contudo, logo na abertura, em 2015, ela chegou a ofertar 45 banhos por dia, além de servir mais de 150 refeições. 
 
"Além de acolher, oferecer a refeição e o banho, nós fazemos orientação para que a pessoa saia da rua. Tentamos encaminhá-la para os familiares, casa de recuperação ou emprego. Já tivemos muitos casos de sucesso, mas tem muitas pessoas que vivem de cidade em cidade ou que estão em situações mais críticas em relação ao vício", revela.
 
A unidade conta atualmente com apoio do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD) e por meio do serviço oferece atendimento médico e dentário aos frequentadores da casa. "Hoje precisamos muito de doações de produtos de higiene, limpeza, roupas masculinas pequenas e sapatos/tênis. Além disso, sempre pedimos alimentos como feijão, arroz, pó de café, chá, bolachas, misturas, enfim, o que puderem doar".
 
Entre os motivos que mais levam as pessoas à rua, segundo cadastro da casa estão as drogas, brigas domésticas e desemprego. As doações podem ser entregues na sede, na Rua Armando de Salles Oliveira, 645. Outras informações podem ser adquiridas pelos telefones 4759-7931 ou 4743-7590.