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Jornal Diário de Suzano - 12/04/2024
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Cidades

Cerca de 200 famílias ocupam área no Monte Sion

13 junho 2017 - 08h00

Há pelo menos dois meses, cerca de 200 famílias tem ocupado uma área no bairro Monte Sion. De acordo com os ocupantes, o lote foi dividido para até 700 famílias viverem no local, que fica próximo à Suzano Papel e Celulose, com entrada pela Rua Neide Matias da Silva. Durante o fim da tarde de ontem, a fiscalização municipal e a Polícia Militar (PM) teriam averiguado a situação instalada. No momento, o grupo realiza vigília no espaço a fim de evitar a retirada das pessoas do local. Segundo os ocupantes, a área é conhecida pela comunidade como “abandonada e palco para queima de veículos, desova de carcaças, assaltos, tráfico e estupros”. É o que afirma Maria Rita Ariane Fortunato, uma vizinha próxima, que vive de aluguel com a mãe e mais três filhos, na Rua Neide Matias da Silva. "Isso aí é um lugar abandonado. Tem resto de carro queimado e ponto de drogas. Mas a fiscalização só vem ver o que é de interesse, a invasão. Toda esta região do Monte Sion, Vila Natal e Jardim Maitê é esquecida", queixa-se. A mulher conta que há anos a situação é essa no terreno. "Se o espaço tivesse dono, com certeza já teria reclamado das carcaças de carros queimados". Há dois meses, pelo menos 200 famílias têm preparado a área para instalar os barracos de madeira. O mecânico elétrico Robson Braga, um dos líderes da ocupação explica que o lote foi dividido para até 700 famílias viverem no local. São demarcações de cinco por 25 metros. "Durante este período, recebemos ficais da EDP São Paulo que pediram para respeitarmos o limite de 15 metros das torres. Também recebemos pessoas da Suzano Papel e Celulose. A empresa possui parte da área, que é escoltada por guardas. A fiscalização da Prefeitura esteve conversando, agendou uma reunião para hoje (ontem), que não aconteceu". Ocupantes disseram ainda que o secretário de Obras, Infraestrutura e Manutenção, Ari Serafim Barbosa, o Ari do Posto, esteve no local. Robson e outro ocupante, Paulo Henrique da Silva, disseram que fiscalização municipal esteve no local durante a tarde de ontem acompanhado pela polícia. "Os policiais se negaram a entrar, uma vez que a área é particular e não da Prefeitura. Existe uma pequena parte da Prefeitura, logo à frente da Rua Neide Matias da Silva, onde algumas edificações foram desfeitas. Contudo, na parte onde estamos construindo, o dono até agora não se manifestou". No momento, cerca de 20 pessoas ficam em vigília na ocupação. "Temos medo de que entrem com máquinas e derrubem os barracos com crianças dentro", diz a ocupante Daiane. O grupo tem se mobilizado com o auxílio de um advogado contratado para o caso. "A gente quer arrumar tudo certinho e pagar imposto, dar repasse à Prefeitura desta área inutilizada", conclui Paulo Henrique.

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