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Cidades

Cetesb promete vistoria em córrego com mortandade de peixes

05 maio 2017 - 08h01

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) vai vistoriar um córrego, na Rua Albert Fink, no bairro Parque Maria Helena, afluente do Rio Tietê, que registra mortandade de peixes em cerca de três quilômetros. O córrego é alvo de descarte irregular de lixos, entulhos, móveis velhos e até mesmo de despejo de esgoto. A Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que iniciou ontem uma vistoria no local. A consequência desses problemas é o mau cheiro, que prejudica a saúde dos moradores locais, que ficam com dor de cabeça e enjôo quase todos os dias. A companhia afirmou que em casos idênticos, os moradores podem denunciar o fato para que as medidas necessárias sejam tomadas. Por toda extensão do córrego, pode-se perceber dezenas de peixes lutando para sobreviver, em meio a sujeira, e muitos deles mortos. Os peixes com maior comprimento ficam próximo as laterais do córrego. A dona de casa Francisca do Nascimento reclamou que o mau cheiro do córrego chega a entrar nas casas dos moradores, até mesmo das que são afastados do local. "Estou aqui há 14 anos e nunca vi uma condição como essa. O odor forte vai parar nos ralos das nossas residências e nos prejudica muito, como dor de cabeça, que tenho quase todos os dias. Tenho dó dos peixes também que não mereciam viver e morrer em uma água suja", lamentou. Segundo o cabeleireiro Alexandre Nunes, que trabalha em frente ao córrego, os moradores são os principais causadores da situação. "Cansei de ver pessoas jogando lixos no córrego. Isso o deixa sujo e consequentemente mata os peixes, que são muitos espalhados em toda extensão do córrego. Eles tentam sobreviver tirando a cabeça para fora d'água ou quando chove, que entra água limpa. Muita tristeza". O desempregado Daniel da Silva disse que tenta limpar partes do córrego, mas que não é o suficiente para salvar os peixes. "Os órgãos competentes precisavam fazer uma manutenção e limpeza no córrego. Tento ajudar da melhor forma, capinando e até mesmo retirando lixos próximos". Já o morador Wilson Albuquerque ressaltou que muitas pessoas deixaram de pescar por causa da má situação do córrego. "Com a água suja e os peixes morrendo, o pessoal ficou desanimado para pescar, ainda mais com o cheiro forte", completou. A Sabesp informou, por meio de nota, que a limpeza do córrego, bem como a conservação de suas margens, não são de responsabilidade da companhia. “O bairro Parque Maria Helena, em Suzano, já possui rede coletora de esgoto e o esgoto coletado é encaminhado para a Estação de Tratamento de Esgotos Suzano. Equipes da empresa começaram uma vistoria hoje (ontem) ao longo do córrego para averiguar se há alguma irregularidade”.

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