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Jornal Diário de Suzano - 01/03/2024
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Cidades

Chuva provoca queda de árvores, interdição de vias e inundações no Alto Tietê

Situação mais grave ocorre em Itaquá. O bairro da Vila Maria Augusta está debaixo d'água por conta das chuvas

23 fevereiro 2023 - 05h00Por de Suzano
A chuva voltou a castigar as cidades do Alto Tietê na segunda e terça-feira de Carnaval. Casas inundadas, rodovias bloqueadas e famílias com perdas de seus pertences marcaram os dois dias. A situação mais dramática é de Itaquá. O bairro Vila Maria Augusta está debaixo d’água.
 
Em Suzano, a Rodovia Índio-Tibiriçá (SP-31) encheu de água, assim como o entorno da Igreja do Baruel.
 
Segundo a Prefeitura, neste período, entre os dias 18 e 22 de fevereiro, o maior acúmulo em 24 horas foi verificado em 22//02 com 81 mm.
 
Entre os dias 18 e 21 de fevereiro, foram verificadas sete quedas de árvores. Não houve feridos. 
 
As equipes da Defesa Civil seguem atentas em todo o território municipal. Contudo, as áreas de risco são os pontos de maior atenção. 
 
A Defesa Civil de Suzano informou que continua seu trabalho de vistoria e acompanhamento, em especial das áreas suscetíveis a incidentes, e orienta a população a evitar sair de casa durante chuvas intensas, buscar abrigo seguro e não enfrentar enxurradas e alagamentos.
 
Suzano conta com o Plano Verão 2022/2023, em vigência até março. O planejamento de contingência integrado, executado entre os meses de dezembro e março, envolve todos os setores da administração municipal e visa ampliar os trabalhos preventivos que já são realizados para conter eventos naturais, como deslizamentos, enchentes e alagamentos, por exemplo. Inclusive, desde 2018, Suzano promove a criação de Núcleos Comunitários de Proteção de Defesa Civil (Nupdec). 
 
Em Itaquá, ocorreu alagamentos mas sem vítimas. 
 
A Defesa Civil monitora todas as áreas de risco. Já a Defesa Civil estadual envia alertas de previsões meteorológicas em todo o estado e o município repassa à população por grupos de WhatsApp, dando atenção especial para informações sobre a região metropolitana, que deve receber 150 milímetros de chuva até sexta-feira (24).
 
As secretarias de Obras e Serviços Urbanos vêm reforçando os trabalhos para mitigar o efeito das chuvas na cidade. 
 
O serviço inclui a elaboração de estudos técnicos para novas implantações de sistema de drenagens em locais estratégicos, construções de novas tubulações e muros de arrimo, adequação das margens dos principais córregos que cortam o município, entre outros.
 
Em Mogi, durante os últimos dias, a cidade registrou um alto volume de chuvas, o que causou pontos de alagamento nos períodos de maior concentração pluviométrica. 
 
Na maior parte dos pontos, o acúmulo de água escoou pelo sistema de drenagem conforme a chuva diminuiu. 
 
Na região do Oropó, algumas ruas do Jardim Aeroporto e Jardim Santos Dumont, que ficam próximas ao Rio Jundiaí, permanecem com água. Quatro famílias estão abrigadas na escola municipal Professora Florisa Faustino Pinto. 
 
Em Poá, as ocorrências atendidas entre os dias 19 e 21/02 foram quedas de árvores e pequeno deslizamento de terra, porém não houve feridos. A Defesa Civil informa também que não há um ponto da cidade em alerta, porém é realizado diariamente o monitoramento dos rios e das áreas de riscos. Os setores responsáveis pelo assunto atuam ao longo do ano e estão a postos em caso de necessidade.
 
Além de acompanhar em tempo real de eventuais dificuldades naturais, auxiliando em possíveis emergências, o município vem adotando medidas de conscientização e prevenção contra a ocupação de áreas de riscos. 
 
Como exemplo foi desempenhado o levantamento habitacional, um dos recentes trabalhos efetuado pela Administração Pública Municipal, que abrange não apenas demandas voltadas à moradias, mas também, mensuração de áreas e a conscientização da população sobre este tema.
 
Em Ferraz, pelas redes sociais, moradores encaminharam vídeos sobre queda de muros.