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Jornal Diário de Suzano - 24/02/2024
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Cidades

Cícera é atração do Teatro Contadores de Mentira neste fim de semana

Apresentações serão, sábado dia 08, às 20h, e domingo 09 às 19h, no Teatro Contadores de Mentira que fica próximo à estação de Suzano

10 abril 2023 - 15h16Por Da Reportagem Local

O grupo Contadores de Mentira apresenta em sua sede neste sábado e domingo, com a obra Cícera, um monólogo que tem percorrido várias cidades do estado e do país, além de ter estado também na Dinamarca, Espanha e Peru.

As apresentações serão, sábado dia 08, às 20h, e domingo 09 às 19h, no Teatro Contadores de Mentira que fica no Parque Maria Helena em Suzano, próximo à estação de trem.

Sinopse

Na mala a alagoana Cícera traz um punhado de farinha, 4 filhas e o sonho de uma vida melhor. Em São Paulo encontra dureza, concreto, fome e saudade. “Cícera” é a história de uma mulher, mas é o retrato da vida de centenas de mulheres retirantes que deixam suas raízes na busca de igualdade social. A anciã, a jovem, a desbravadora, a mãe, a trabalhadora, a que luta por seus direitos. Todas são Cíceras. Atravessada por cantos de trabalho, relatos e memórias a obra apresenta uma mulher nordestina em ponto de ebulição, que dança e saúda sua caminhada. 

Mais detalhes sobre o trabalho:

Cícera é uma obra que traz para o centro uma mulher nordestina afro-indígena, que sai de sua terra em busca de oportunidades e melhores condições de vida. Cícera é a união de muitas mulheres, mais velhas e mais novas, que ainda sofrem com a invizibilização de seus problemas e de suas existências. A obra propõe um olhar sobre o analfabetismo, a exploração, a fome, o desemprego, e a desigualdade. Realidade de boa parte das mulheres e homens que migram do nordeste do país para as grandes capitais do Sudeste. Cícera apresenta uma mulher nordestina crítica ao seu tempo, que sabe de suas lutas e se indigna com retrocessos. 

A cultura brasileira é vasta em diversidade, signos e ritos. Neste trabalho o grupo voltou seu olhar para o estado de Alagoas, cidade natal da “Cícera”, um estado pouco conhecido e pouco valorizado no país em suas tradições. Para a obra a pesquisa se concentrou nas tradições do “Guerreiro”, nos “Cantos de trabalho das destaladeiras de fumo” e na cultura indígena do povo Xucuru Kariri. 

Os Contadores de Mentira se dedicam ao estudo de um Teatro de Rito que se encontro com a antropologia teatral. Por meio do conceito que desenvolvem, intitulado “Metáfora, rito e celebração” buscam traduzir suas inquietações e temas por meio de um corpo que dança, canta e compõe ritos para interpretar.

 Para esta obra o grupo foi até Alagoas onde se encontrou com brincantes de “Guerreiro” e com mulheres trabalhadoras do roçado de fumo. Também estiveram na aldeia do povo Xucuru-Kariri, foram a cidades do sul do estado, da região central e do agreste. Durante um mês coletaram informações, depoimentos, cantos, histórias e foram atravessados pelas cores e profundidade cultural desses povos. Todo esse universo de cores, sensações e força, foram base para a construção da obra.

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