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Jornal Diário de Suzano - 17/08/2019
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Comércio à beira da estrada transforma Rodovia SP-66 em ‘shopping’ à céu aberto

Alimentos, utensílios e até aparelhos eletrônicos podem ser encontrados no trecho de Suzano da SP-66

Por Daniel Marques - de Suzano10 AGO 2019 - 21h34
É fácil achar em grandes vias de Suzano pessoas vendendo os mais variados produtos, como frutas, utensílios e até mesmo aparelhos eletrônicosFoto: Sabrina Silva/DS
Em tempos de crise financeira, muitas pessoas precisam buscar novas fontes de renda, e tornou-se comum recorrer ao próprio negócio para cobrir todos os custos. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados no último dia 25, 343 vagas de emprego com carteira assinada foram fechadas no mês de junho no Alto Tietê.
 
Neste cenário, são vários os que recorrem ao comércio em beira de estrada. É fácil achar em grandes vias de Suzano pessoas vendendo os mais variados produtos, como frutas, utensílios e até mesmo aparelhos eletrônicos.
 
É o caso de Valtemir Oliveira, 34, que trabalha em um trecho da Rodovia Henrique-Eroles (SP-66), uma das vias de maior movimento da cidade e que liga às cidades de Poá e Mogi. Lá existe um verdadeiro “shopping à céu aberto”. Valtemir vende de tudo, desde salgadinhos e refrigerantes até raquetes elétricas, usadas para matar insetos.
 
Com um lucro diário de cerca de R$ 120, Valtemir começou vendendo água no local. Vendo que o número de clientes aumentou, ele optou pela variedade de produtos. Os motoristas que passam no trecho ainda conseguem adquirir cofres, bolas de futebol e capas para volante. "Fui ganhando dinheiro e consegui abrir esse local. A única coisa que cobram da gente é que mantenhamos tudo limpo", afirmou o vendedor.
 
Gezivaldo Faustino, 38, e Edvânio José de Oliveira, 48, vendem doces, refrigerantes e eletrônicos, e os cerca de R$ 30 que faturam diariamente são os únicos valores que têm para sustentar suas famílias. 
 
Eles contam que, apesar da necessidade e da concorrência, não existe rivalidade entre os vendedores. "Concorrente não é inimigo. Mesmo que estejamos próximos, um ajuda o outro, sem rivalidade. Usamos o mesmo preço e, muitas vezes, até cedemos mercadoria", relata Gezivaldo.
 
Há mais de 10 anos, Arilson, 24, é uma das pessoas que trabalha vendendo frutas na beira da SP-66. Ele diz que a construção do Trecho Leste do Rodoanel reduziu sua clientela. "No final de semana, costumamos vender mais frutas, mas já foi melhor. Desde a construção do Rodoanel, não tivemos mais grande movimento de pessoas", lamenta.
 
Tem também aqueles que complementam a renda com o trabalho à beira da estrada. Pedro Dutra, 58, por exemplo, é porteiro e trabalha cerca de quinze dias no mês. Nas folgas, ele vai para a SP-66 vender amendoins e pipocas. "Estou aqui há cerca de oito meses, e esse dinheiro me ajuda muito. Eu espero o farol fechar para oferecer meus produtos e quando chego cedo, consigo até faturar mais dinheiro", conta. 

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