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Cidades

Especialista critica mototáxi e cobra transporte melhor

Serviço lançado pela 99 na semana passada no Alto Tietê não tem aval das Prefeituras

12 fevereiro 2023 - 13h00Por Guynever Maropo - de Suzano

A estreia do serviço de mototáxi, lançado pela 99 na semana passada nas cidades do Alto Tietê sem aval das Prefeituras, deixou o especialista em trânsito e mobilidade urbana, Nobuo Aoki Xiol em alerta. 

O especialista critica o mototáxi e atividades similares que podem aumentar o número de sinistros e de vítimas no trânsito. Além disso destaca a falta de melhorias nos transportes públicos coletivos que atendem a população
“O serviço de mototáxi vai contra o conceitos de transporte de passageiros e de segurança viária”, afirmou
Apesar do serviço de mototáxi ter um baixo custo, ele não se enquadra dentro da lei para transporte público a princípio por ser um veículo essencialmente individual. 

Pela lei de Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal 12.587/2012) estabelece que o Transporte coletivo (público) deve prevalecer sobre o transporte individual. Para tanto, devem ser adotadas, pelo ente público, medidas de melhoria do serviço, tornando-o eficiente e efetivo. Assim como melhoria da modicidade tarifária, ou seja, ao alcance de todos, possibilitando o acesso a todos os serviços e equipamentos públicos e privados. 

O transporte de mototáxi tem pontos negativos por não oferecer segurança adequada ao passageiro. Visto que o dispositivos não possuem as proteção (airbag, parachoque, fuselagem e entre outros. Outro ponto de destaque é o contato corporal direto com o motociclista e o passageiro também precisa utilizar o equipamento de segurança, que muitas vezes será coletivo, o capacete. 

“O passageiro por sua inexperiência e poucos pontos de se segurar pode prejudicar o equilíbrio do motociclista, especialmente em curvas”, disse.

Outro ponto reforçado por Xiol é a insegurança em relação à mudança de tempo repentina que o passageiro pode pegar. 

Baseada na lei que prevalece o uso de transporte coletivo a alternativa para melhoria do transporte deve ser no “coletivo”. Segundo o especialista têm que adotar as medidas e instrumentos que garantam a eficiência, eficácia, conforto, modicidade (preço acessível) e segurança, de forma a permitir o deslocamento de todos.

"Não através de alternativas que não garantam o bem estar do cidadão, inclusive sobrecarregando ainda mais os serviços de saúde, frente aos previsíveis e comprovados riscos à integridade física de tal modalidade individual de transporte”, comenta. 

Xiol explica que a modalidade de mototáxi não pode ser considerada veículo de transporte público de passageiros. “É o mesmo que responsabilizar o Poder Público, ou seja, todos os pagadores de impostos, pelos danos causados pelos enormes riscos da atividade, assim como incentivar o transporte de risco”, afirma. 
 

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